Nos últimos meses, diversos tenistas tem reclamado das condições das quadras dos torneios — que, segundo eles, estão cada vez mais iguais e lentas.
Holger Rune — o número 11 do mundo — tem uma visão diferente. Para ele, o grande problema do tênis hoje são as bolas.
Numa entrevista durante o ATP 250 de Estocolmo, o dinamarquês falou sobre isso, sobre o calendário ATP e a visão que se tem sobre ele no circuito.
CONTINUE LENDO
“Minha percepção é que isso não se deve tanto às quadras, e sim à qualidade das bolas. Algo aconteceu depois da COVID; acho que houve uma mudança no material, e isso fez com que as sensações fossem completamente diferentes. São bolas que se desgastam rapidamente e nas quais é difícil imprimir velocidade. É algo que já conversei com outros tenistas, e eles pensam o mesmo,” disse Rune.
Sobre o calendário, Rune disse que está muito apertado, mas que ele ainda sente que tem capacidade de escolher quais torneios disputar.
“É verdade que o que não gosto nada é que tenha sido ampliado o número de torneios ATP 500 que é preciso jogar para poder disputar todos os pontos e o bônus econômico — considero isso desnecessário. Temos uma temporada muito longa, mas, de qualquer forma, para mim é um sonho realizado ser tenista profissional, então aproveito isso de uma forma muito especial.”
Na entrevista, um jornalista questionou também o que Rune acha de ser visto como um bad boy no circuito.
A resposta do dinamarquês: “Se estar disposto a dar tudo para vencer e ter uma grande paixão por este esporte fazem de mim um bad boy, então aceito de bom grado essa classificação.”
“Simplesmente não vejo dessa forma; acho que sou um cara que quer vencer e que não se importa em mostrar sua frustração quando isso não acontece. Em Xangai, por exemplo, não fui o único que teve comportamentos reprováveis.”











