Fabio Fognini, o tenista italiano que se aposentou do circuito este ano em Wimbledon, deu seu picado sobre os principais debates acerca da Copa Davis, dizendo que a prioridade de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz nunca será a competição, apesar das mudanças.
O italiano deu a entrevista ao Corriere della Sera depois de seu país, a Itália, conquistar o tricampeonato do torneio, uma espécie de Copa do Mundo do tênis masculino.
“Para mim, a Copa Davis foi tudo, é a minha vida, sempre terei essa porta aberta. Hoje sigo alguns resultados à distância, mas confesso que já não vejo tênis, me desconectei por completo. No Fognini, no party,” disse o italiano.
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“Agora estou concentrado na dança, embora eu tenha arranjado tempo para mandar algumas mensagens ao Flávio [Cobolli] para parabenizá-lo pelas partidas que venceu, além de jogar do jeito que eu gosto.”
Na entrevista, Fognini também deu sua opinião sobre as mudanças que vêm sendo propostas para a competição, como a ideia de que ela seja disputada a cada dois anos.
“Minha opinião sobre a nova Copa Davis? Bem, eles a transformaram por completo, dizem que para pior […] Sinceramente, eu também acho. Os melhores jogadores pedem que seja disputada a cada dois anos, não sei o que pensar. É claro que as ausências de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz fizeram com que perdesse um pouco de brilho; a realidade é que faltavam nomes do top 10, estando apenas Zverev. Isso não é bom para a competição, é preciso rever o formato, mas a prioridade de Jannik e Carlos nunca será a Copa Davis,” disse ele.
“Guardo muitas relíquias — lenços, camisetas, algumas medalhas. No entanto, eu não tenho a taça, isso é verdade. Mais do que um assunto pendente, eu diria que ficou como um sonho não realizado. Ganhar a Copa Davis sempre foi um objetivo do qual queria fazer parte, simplesmente porque eu merecia, ou pelo menos é assim que penso. Acho que teria sido mais justo assim, mas nunca aconteceu, o sonho ficou guardado na gaveta.”











