Nas últimas semanas, João Fonseca desistiu de três torneios (o ATP de Brisbane, de Adelaide e Copa Davis) por conta de uma lesão na região lombar, que tem afetado o brasileiro desde o ano passado.
Segundo sua equipe, a lesão não é grave, mas pode piorar caso não seja cuidada, por isso a opção de pular os torneios.
O blog Saque e Voleio, do UOL, foi atrás de entender mais a fundo do que se trata a lesão e a gravidade dela, e trouxe informações relevantes sobre o assunto.
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A equipe de Fonseca disse que ele tem “a coluna retificada e sofreu uma fratura por estresse há cinco anos, quando ainda era juvenil.”
“Assim, a lombar é a área mais sensível do corpo dele e, por ser um atleta de alto rendimento, requer cuidados constantes. Em breve, o João estará de volta aos torneios, 100% recuperado. A mentalidade da equipe é sempre preservar a saúde do atleta, visando uma carreira de longo prazo.”
A coluna retificada é uma condição em que a curvatura natural da coluna vertebral é reduzida. O blog Saque e Voleio conversou com o ortopedista Gilbert Sung Soo Bang, que disse que a retificação “geralmente é uma resposta do corpo à dor local. O cérebro manda um comando para que os músculos se contraiam para proteger a área, causando os espasmos musculares (contratura), e essa contração leva à retificação lombar.”
“Depois que passa a dor e o espasmo, a coluna volta à sua condição anterior. A retificação também pode ser por encurtamento muscular na região posterior das coxas. Se essa musculatura é encurtada, ela puxa a bacia para baixo, que traciona a lombar para trás, deixando-a retificada. Este encurtamento pode estar presente desde a infância e, assim, a criança cresce com a lombar retificada,” disse o médico ao jornalista Alexandre Cossenza.
“No tênis, o saque e o forehand são os principais golpes que sobrecarregam a lombar. No saque, há movimento combinado de extensão, rotação e inclinação lateral. No segundo saque, há maior extensão da lombar; e no forehand, há rotação da lombar na fase de preparação e, na terminação, a musculatura lombar se contrai para desacelerar e controlar o movimento,” disse o médico.
Segundo ele, a perda da lordose lombar é um prejuízo biomecânico importante e fator predisponente às lesões na coluna.
“Ajustar o controle de carga de treinos/jogos, associado a cuidados de recuperação e melhora biomecânica e estabilização muscular são os pontos-chave no cuidado de longo prazo. É preciso avaliar e cuidar também das articulações vizinhas (como o quadril) e dos segmentos mais altos da coluna, já que o sistema músculo-esquelético é todo integrado. Com o histórico de fratura por estresse, o atleta pode apresentar um escorregamento de vértebra.”









