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Garin e Cerundolo defendem manter gira sul-americana no saibro

Com a mudança de piso da gira sul-americana se tornando um debate cada vez mais intenso — e com grandes possibilidades de se tornar realidade — alguns tenistas têm vindo à público questionar o movimento.

O mais recente foi o chileno Christian Garin, que deu uma entrevista à ESPN do Chile na qual disse apoiar a troca de data no calendário, mas ser contra a mudança do saibro para o piso duro. 

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“A identidade daqui é 100% o piso de saibro. Em Santiago, 99% das quadras são de saibro, em Buenos Aires parecido, no Rio desconheço, mas acho que parecido. Então seria uma loucura mudar de superfície. Talvez a data. Há torneios onde jogadores não vão mais, sobretudo no final do ano,” disse ele.

“A própria gira da Ásia, muitos não desfrutam, não vão. Se tivesse que fazer uma mudança seria de data, mas sem dúvida o tênis na América do Sul é distinto. Há torneios ATP que não tem ninguém na torcida. Aqui, em Buenos Aires e no Rio está cheio. Nós vivemos de outra maneira, então seria uma loucura mudar de superfície.”

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Outro tenista que compartilha da mesma visão, mas de forma mais ponderada, é Francisco Cerundolo, o número 19 do mundo e o sul-americano melhor ranqueado hoje.

O argentino disse que gostaria que a gira sul-americana continuasse no saibro, mas se for obrigado a escolher entre cancelar a gira ou jogar em quadras duras, ele prefere jogar em quadras duras. 

“Sou a favor de um circuito sul-americano por conta do número de jogadores desta região, tanto do passado quanto do presente, e dada a rica história do tênis na América do Sul. Merecemos um circuito como este,” disse ele, segundo a CNN Chile.

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“A ideia por trás deste circuito é que ele seja disputado no saibro, mas se eu for obrigado a escolher entre cancelá-lo ou jogar em quadras duras, jogaremos em quadra dura. Prefiro ter um circuito do que não ter nenhum, mas espero que este circuito possa acontecer e ser disputado no saibro.”

Apesar da preferência de alguns jogadores, a mudança para o piso duro parece algo inevitável e que trará benefícios para os torneios ao atrair mais jogadores. O diretor do Rio Open, Lui Carvalho, disse numa entrevista que já fez o pedido de mudança de piso para a ATP há seis anos e que acredita que está perto de um desfecho feliz. 



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