Andy Murray voltou ao banco de treinador – e desta vez junto com um compatriota. O escocês, dono de três Grand Slams, está ajudando Jack Draper durante a temporada de grama, em sua segunda experiência como técnico depois da rápida passagem com Novak Djokovic.
Após as primeiras semanas de trabalho, Murray revelou pela primeira vez o motivo que o fez assumir o cargo – e sua visão sobre o jogo de Draper.
“Acredito muito no tênis dele. Nas sessões que tive com ele, me impressionou mais do que eu esperava. E olha que eu já achava que ele era ótimo antes de começar a ajudá-lo. Aprende rápido. Tem pouquíssimos pontos fracos no jogo. É um jogador mais completo do que eu provavelmente esperava,” disse Murray em entrevista ao The Telegraph.
A logística foi decisiva para o escocês aceitar o convite. Há quase dois anos aposentado e dividindo o tempo com o golfe, Murray havia deixado claro que não pretende viajar o circuito inteiro para ficar mais perto da família.
A proposta de Draper encaixou como uma luva: um único mês de compromisso, em solo britânico e numa superfície em que o próprio escocês foi mestre, com Wimbledon como ponto alto.
“Gosto muito do Jack e quis ajudá-lo quando ele me perguntou. Mas fui muito claro sobre o que podia e o que não podia fazer,” disse ele. “O fato de ele morar a 30 minutos de mim nos permite passar muito mais tempo juntos do que com um jogador da Espanha ou dos Estados Unidos. Isso simplesmente não funcionaria.”
O desafio do escocês é recolocar nos trilhos uma carreira interrompida por lesões. Draper teve uma primeira metade de 2025 espetacular – com título em Indian Wells, final em Madri e ascensão ao 4º lugar do ranking –, mas, desde a lesão no ombro no US Open, mal entrou em quadra.
Ele não joga desde meados de abril e despencou para a 113ª posição do mundo em menos de um ano. Para Murray, o caminho de volta é claro: “O tênis dele é muito bom, mas obviamente teve muitos problemas no ano passado com as lesões. Acho que agora está começando a se recuperar. O próximo passo é voltar à quadra, emendar uma série de torneios e semanas de competição e recuperar a confiança no próprio corpo.”











