Djokovic admite: “Minha aposentadoria está mais perto do que nunca”

Novak Djokovic abriu o jogo sobre o futuro. Em participação no Fanatics Fest, em Nova York, o sérvio de 39 anos reconheceu que o fim da carreira se aproxima, mesmo ainda se vendo em condição de brigar com os melhores do circuito.

“Minha aposentadoria está mais perto do que nunca”, disse, em tom sincero, ao comentar o momento da carreira.

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Djokovic lembrou que os resultados recentes seguem sólidos, com presenças constantes nas fases decisivas dos Grand Slams. Em Melbourne, por exemplo, superou o número 1 do mundo, Jannik Sinner, e depois fez Carlos Alcaraz elevar o nível para virar na final. Ao mesmo tempo, admitiu que a idade pesa mais a cada temporada.

“Ainda sinto que posso competir no mais alto nível, e os resultados mostram isso. Consigo me manter competitivo, mas, sim, a hora está chegando”, disse o sérvio.

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O recorte mais recente de Wimbledon ajuda a ilustrar a leitura do próprio Djokovic. Ele exibiu um tênis afiado desde a estreia, mas a batalha de 5h15 contra Félix Auger-Aliassime nas quartas cobrou caro. No duelo seguinte, diante de Sinner, faltou combustível.

Na comparação com a nova geração, o sérvio reconhece que o relógio não para, embora siga encarando cada torneio com disciplina e ambição. Segundo ele, lidar com a despedida é um tema que acompanha todas as grandes carreiras.

“Existe uma categoria de atletas que escolhe parar no auge; outra que para porque o corpo não responde; e outra que é superada pelos rivais e entende que não dá para continuar. Ou pode ser um pouco de tudo isso”, refletiu.

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O processo de decidir o momento exato intriga o multicampeão. Ele contou que costuma ouvir relatos de lendas do esporte sobre como atravessaram esse período de transição.

“Sinceramente, me impressiona ouvir as grandes figuras de todos os tempos e como elas lidam com esse processo de, de certa forma, deixar ir”, comentou. Em seguida, recordou um conselho que ficou marcado. “Andre Agassi é um dos grandes, sem dúvida. Ele participou do meu documentário e disse: ‘Não sei quando vai chegar o fim para o Novak, mas tenho certeza de que, quando vier, será rápido’”.



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