O Masters 1000 do Canadá chega às vésperas de seu início com um enredo inesperado: Jannik Sinner e Novak Djokovic anunciaram desistência, mudando o panorama de favoritismo.
A ausência de Sinner encerra uma campanha histórica nesta temporada. O italiano vinha de uma sequência sem precedentes em Masters 1000, com títulos em Paris, Indian Wells, Miami, Monte Carlo e Madri, tornando-se o primeiro tenista a levantar cinco troféus seguidos nessa categoria.
Mais adiante, ainda conquistou Roma e completou o chamado Career Golden Masters, mas a chance de vencer todos os nove torneios do ano se perde com a baixa no Canadá, restando ainda Cincinnati, Xangai e Paris no calendário. Ele também flertava com a marca de seis Masters 1000 numa mesma temporada, registrada por Novak Djokovic em 2015.
Do outro lado, a decisão de Djokovic reforça a estratégia do sérvio de administrar o calendário, focando nos grandes objetivos. A retirada das duas maiores referências do circuito, somada à ausência de Carlos Alcaraz, altera de vez a hierarquia do torneio.
Nesse novo cenário, Alexander Zverev assume o posto de principal favorito. Número 2 do mundo, o alemão chega impulsionado pela final recente em Wimbledon e, no papel, é quem mais se beneficia do vácuo de protagonismo. A pressão por resultado cresce, mas a oportunidade de somar um título pesado também. O rendimento recente coloca Zverev em posição de comando, enquanto o caminho para a decisão tende a ser mais equilibrado do que em edições anteriores.
O torneio, porém, não fica restrito a um único nome. Daniil Medvedev, Taylor Fritz e Alex de Minãur figuram entre os candidatos diretos ao título, cada um com estilos que costumam render bem em quadras duras. Ben Shelton, pela agressividade, e Felix Auger-Aliassime, empurrado pela torcida da casa, são peças que podem bagunçar a chave e aproveitar a ausência das estrelas para avançar além do previsto.











