Jack Draper inicia uma etapa decisiva da carreira com Andy Murray ao seu lado. Depois de uma sequência de problemas físicos, o britânico volta ao circuito no ATP 500 de Washington com convite para a chave principal e a missão de recuperar ritmo.
Atual 147 do ranking, ele aposta na experiência do ex-número 1 para transformar treino em resultado e, sobretudo, ganhar continuidade.
Em entrevista antes da estreia, Draper abriu o jogo sobre a influência imediata de Murray no seu dia a dia. Segundo ele, a chegada do compatriota trouxe serenidade e direção em meio à reconstrução.
“O Andy tem sido uma parte incrível da minha equipe até agora. Ele traz muita calma e uma energia fantástica”, afirmou Draper.
O canhoto de 22 anos destacou também um lado menos conhecido do mentor. Para Draper, a transição de Murray para fora das quadras revelou uma faceta mais leve, algo que ajuda a descompressão em semanas cheias de expectativas.
“Acho que as pessoas estão vendo mais isso agora que ele parou de jogar, mas ele é incrivelmente brincalhão. Está se divertindo muito”, disse.
Mais do que ajustes técnicos ou táticos, Draper valoriza o impacto mental de ter ao lado alguém que conhece como poucos o peso das cobranças e a rotina de superar lesões. O discurso dele deixa claro que a parceria mira o longo prazo e a consistência.
“É ótimo porque ele realmente acredita em mim e no meu tênis. Acredita que posso ir muito, muito longe neste esporte, e ter um dos seus maiores ídolos pensando assim enche de orgulho e dá confiança”, afirmou.
Sem vender atalhos, Draper reforça que a meta principal é encadear semanas saudáveis para que a evolução apareça. Ele vê espaço para crescer em vários pontos do jogo e aposta na leitura de partidas e na seleção de jogadas — marcas de Murray — como áreas onde pode dar um salto.
“Estamos seguindo esse caminho juntos e acredito que há muita coisa no meu jogo para evoluir e muito por vir”, completou.










