João Fonseca abriu a campanha em Montreal com uma vitória sólida, e aproveitou o embalo para esclarecer as escolhas do seu calendário. Depois de superar Stefanos Tsitsipas por 7/6 (3) e 7/5 nesta quarta-feira, o carioca disse que a opção por ficar cerca de um mês apenas treinando após Wimbledon foi deliberada e pensada para chegar aos Masters 1000 mais inteiro.
Sem disputar torneios preparatórios, Fonseca concentrou-se em sessões longas de treino, muitas delas simulando sets, para recuperar ritmo e, sobretudo, preservar a cabeça. Em entrevista, explicou que o circuito cobra mais no aspecto mental do que no físico e que, por isso, decidiu dar um passo atrás na competição para dar dois à frente no rendimento.
O número 1 do Brasil também rebateu os questionamentos sobre a estratégia. Segundo ele, só quem vive a rotina diária entende o desgaste e a necessidade de calibrar o volume de jogos. A prioridade neste momento, segundo ele, é chegar aos grandes eventos mentalmente pronto, já que a parte técnica tende a se ajustar com a sequência em quadra. Ele lembrou ainda que, embora pareça pouco tempo, dois anos de circuito já ensinam sobre limites e escolhas.
O triunfo sobre Tsitsipas, atual 53º do ranking e ex-top 3, mostra que a aposta parece ser acertada. Sólido nos momentos de pressão, Fonseca levou o tiebreak do primeiro set e arrancou a quebra decisiva no fim da segunda parcial para confirmar a estreia.
Na próxima fase, ele aguarda o vencedor do duelo entre Casper Ruud e Juan Manuel Cerundolo para definir o adversário da terceira rodada.
Depois de Montreal, o calendário de Fonseca segue intenso: Cincinnati e US Open na sequência, Copa Davis, a gira asiática com Tóquio e Xangai e, por fim, a passagem pela Europa para fechar a temporada. A ideia é manter o equilíbrio entre volume de partidas e recuperação para sustentar o nível até o fim do ano.












