Depois de vencer Stefanos Tsitsipas em sua estreia no Masters de Montreal, João Fonseca destacou que a maturidade adquirida ao longo da temporada foi determinante para fechar a partida, mesmo após um momento de tensão no fim do segundo set.
O brasileiro chegou a ser quebrado quando sacava para a vitória, no 5/4 da segunda parcial. Sem atuar desde Wimbledon e ciente de que a volta à competição traria nervos extras, ele manteve a calma, voltou a pressionar nas devoluções, recuperou a quebra no game seguinte e, na sequência, confirmou o triunfo ao sacar novamente em 6/5.
Fonseca avaliou que, em outro momento da carreira, a frustração poderia ter tomado conta. “Acho que o João do ano passado teria perdido a cabeça. Eu diria que sou um João mais maduro. Eu sabia que seria difícil para mim. Estou há algumas semanas sem jogar, então sabia que sacar para o jogo seria um pouco mais tenso. Mas pensei: ‘Ok, vamos continuar. Ainda estamos em 5 a 5’. Fiz boas devoluções e coloquei pressão sobre ele. Foi uma questão de confiança. E no 6 a 5, eu estava pronto para sacar para o jogo,” disse o brasileiro
O jovem também relacionou a evolução ao calendário pesado dos últimos dois anos, encarando nomes do topo do circuito. Segundo ele, duelos contra Jannik Sinner, Carlos Alcaraz, Alexander Zverev, Ben Shelton e Novak Djokovic foram fundamentais para entender como usar a força mental ao lado do preparo físico como armas centrais em partidas grandes.
Dentro de quadra, Fonseca reconheceu as condições traiçoeiras do dia, com quique alto e Tsitsipas servindo com eficiência. Ainda assim, conseguiu se manter competitivo quando esteve atrás no primeiro set e aproveitou melhor as chances nas etapas decisivas de cada parcial, especialmente no tie-break e no fim do segundo set.











