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US Open

Diretor do US Open diz que tenistas “merecem sua justa parte” e anuncia mais US$ 2 milhões

Por Redação Brasil Tênis

Em sua estreia como diretor-executivo da USTA, a entidade que organiza o US Open, Craig Tiley fez um aceno importante aos tenistas. O dirigente detalhou novos incrementos financeiros no evento e confirmou a criação de um conselho de jogadores dos Grand Slams, iniciativa que já atraiu interessados.

Ele também abordou a polêmica do convite a Stan Wawrinka, que entrou na chave principal apenas após a desistência do americano Patrick Kypson.

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Tiley afirmou que a premissa é colocar os tenistas no centro das decisões e da distribuição de receitas. “A USTA concedeu aos jogadores um aumento de 20% na remuneração no ano passado e este ano tomamos outra decisão para lhes dar um aumento bastante significativo, além de incluir uma contribuição extra de US$ 2 milhões. Os jogadores terão que decidir como querem usar esse dinheiro, seja para iniciativas de bem-estar dos jogadores ou para quaisquer outros projetos que desejem desenvolver”, disse Tiley.

O executivo destacou que a linha de atuação é a mesma que defendia na Austrália. “Quem me conhece e também o Eric (Butorac), sabe que estamos focados nos jogadores. Sempre acreditei que temos que dar aos jogadores a sua justa parte e que eles devem ser bem compensados. No meu cargo anterior, fiz exatamente a mesma coisa, aprovamos o pacote de compensação para os jogadores no Australian Open. A mesma coisa está acontecendo aqui e continuará acontecendo na USTA”, acrescentou.

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Na relação com o vestiário, Tiley disse que a escuta ativa é indispensável para a evolução dos eventos, e que ele e outros dirigentes da USTA dedicam muito tempo e energia individualmente para conversar com os jogadores. “Não apenas na última semana, mas durante anos. O relacionamento próximo dos Grand Slams com os jogadores é fundamental para o sucesso dos torneios e também para o relacionamento que temos com os fãs”, complementou o dirigente.

Sobre o recém-criado conselho de jogadores dos Grand Slams, Tiley revelou que a procura começou antes mesmo do início do torneio. Segundo ele, o US Open enviou um e-mail convidando todos os jogadores interessados ​​em participar do conselho e já recebeu respostas de cerca de 10 jogadores.

“Certamente haverá mais, pois alguns estão nos dizendo: ‘A propósito, eu também tenho interesse’. Vamos incluir todos esses jogadores em uma conversa para decidir a melhor forma de desenvolver a representação, a estrutura, o processo, o número de reuniões e todos esses aspectos”, disse Tiley.

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O primeiro passo será montar um grupo inicial para desenhar o formato definitivo. Esse primeiro grupo, que ele chamou de um conselho de transição, deve ajudar a traçar o caminho futuro.

Sobre o convite de Wawrinka, o dirigente explicou a política de convites e a prioridade aos jovens locais que bateram na trave pela vaga direta. “Há jovens jogadores americanos que ficaram de fora da chave principal por pouco. Trocamos convites com o Australian Open, com a Federação Francesa de Tênis, e existem outras oportunidades ao longo do ano para os jogadores americanos competirem por um convite”, ponderou Tiley.

Ele reforçou que a condição física é critério essencial e que a abertura para o suíço surgiu na semana do torneio. “Quando você é um jovem jogador americano em ascensão e fica de fora da chave principal por pouco, você precisa ter uma oportunidade, e foi isso que aconteceu.”

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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