Carlos Alcaraz: “Quero prolongar a carreira por 10 ou 15 anos”

Depois de vencer Tommy Paul e garantir vaga nas quartas de final do US Open, Carlos Alcaraz falou sobre suas expectativas para a carreira, deixando claro que ainda quer jogar por mais muitos anos.
Em tom confiante, o número 3 do mundo falou sobre o desempenho contra o norte-americano e sobre os ajustes que têm guiado sua campanha no torneio.
“Muito feliz com o nível que estou mostrando agora. Vencer o Tommy Paul sempre é uma ótima referência para saber onde estou; fiquei muito satisfeito com tudo o que fiz hoje. Acho que devolvi muito bem. Li o jogo, fiz o que precisava em cada momento, escolhendo as soluções certas. Estou realmente feliz e espero seguir assim. Preciso cobrar um pouco mais de mim no saque, pode melhorar, mas no geral estou contente e vou aproveitar o momento,” disse Alcaraz.
Uma das chaves desta fase, segundo o espanhol, está na variação do posicionamento na devolução para tirar o conforto dos sacadores rivais.
“Estou tentando fazer os rivais pensarem um pouco. Às vezes, quando você se fixa numa posição, não os faz pensar no saque deles. Vai ponto a ponto e pensa só no seu saque, não no adversário. Quando você muda a posição na devolução, mais atrás ou mais à frente, faz com que sintam e pensem em outras coisas. De certo modo, isso pressiona,” disse o espanhol.
Nos dias sem jogo, a prioridade tem sido recuperar o corpo e manter a cabeça no lugar. Alcaraz disse que tem focado muito na recuperação com toda a equipe, fazendo as coisas certas e tentando levar uma vida saudável fora da quadra para chegar bem à próxima rodada.
Alcaraz também detalhou a ideia de implementar intervalos de um a dois meses ao longo de algumas temporadas, escolhendo o momento conforme as demandas do calendário e do próprio corpo.
“O tênis é muito imprevisível, você não sabe quantos jogos vai ganhar nem se um torneio vai durar uma ou sete partidas. Não dá para cravar. Vai depender de como eu estiver fisicamente e mentalmente, se preciso de pausas longas no começo, no meio ou no fim da temporada. Gostaria que minha carreira fosse bem longa, que durasse pelos próximos 10 ou 15 anos, então quero cuidar da saúde mental e do corpo, sem dúvida. Agora eu quero seguir jogando, mas numa carreira tão longa… vai depender; o que tenho claro é que vou fazer essas pausas,” afirmou.
“Para nós, tenistas, a maneira como você vai dormir é muito importante, sobretudo nas sensações. Quando você ganha, mas sente que não está batendo bem na bola, é melhor ir à quadra e bater por cinco ou dez minutos. Fazer isso sem nervos, só sentir a bola, e sair do estádio com uma boa sensação antes da rodada seguinte. Foi o que senti no outro dia. Fui embora feliz com as sensações quando deixei a quadra de treinos. Ao chegar hoje aqui, acho que todos viram a diferença na minha direita.”
