Djokovic quebrou outro recorde no US Open, mesmo caindo na estreia

Eliminado por Mariano Navone logo na estreia do US Open, Novak Djokovic saiu de Nova York com mais um recorde para sua coleção. Aos 39 anos, o sérvio alcançou a 20ª presença no torneio e se tornou um dos raros tenistas a somar pelo menos 20 aparições em cada um dos quatro Grand Slams.
No agregado, ele chegou a 84 presenças em Majors e se isolou na liderança histórica do circuito.
O dado é mais do que um número bonito. Ele ajuda a explicar por que a longevidade de Djokovic não encontra paralelo na era recente. Manter-se competitivo por duas décadas já é um desafio; repetir esse padrão nos quatro principais palcos do tênis, em superfícies e calendários diferentes, é o que transforma a marca em algo fora da curva.
Sua sua 20ª presença no US Open, Djokovic se junta a uma lista com apenas outros três nomes: Jimmy Connors, Andre Agassi e Feliciano Lopez. Com isso, o sérvio passou a ter pelo menos 20 participações em cada Slam, algo que só Lopez havia conseguido. Em sua carreira, Djokovic participou de 21 Australian Opens, 22 Roland Garros, 21 Wimbledons e agora 20 US Opens.
Somados, esses números levam o total a 84 Grand Slams, três a mais do que Feliciano Lopez e Roger Federer, ambos com 81 e já aposentados. Ou seja, além de liderar, Djokovic abriu vantagem em uma lista que tende a permanecer estável por anos, já que a geração nascida nos anos 1980 praticamente se despediu do circuito.
Entre 2008 e 2023, Djokovic conquistou 24 títulos de Grand Slam, além de acumular finais e semifinais que o mantiveram entre os protagonistas temporada após temporada. Em 2026, perto dos 40, ele voltou a demonstrar alto nível ao chegar à final na Austrália e à semifinal em Wimbledon.
A ideia de Djokovic é disputar os quatro Majors em 2027. Se confirmar a agenda, Djokovic pode chegar a 88 presenças e se tornar o primeiro da história com 21 participações em cada um dos quatro Slams, aproximando-se de uma marca simbólica de 90.
