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US Open

Pai de Shelton revela conselho de Nadal no US Open

Por Redação Brasil Tênis

Ben Shelton está na primeira final de Grand Slam da carreira, e uma conversa com Rafael Nadal ajudou a moldar o caminho até lá. Após a vitória sobre Frances Tiafoe na semifinal do US Open, Bryan Shelton, pai e treinador do americano, revelou o conselho do espanhol que serviu de norte para o time nas últimas semanas.

Segundo Bryan, a lição veio logo depois do título de Montreal e da queda precoce em Cincinnati, quando Ben perdeu na estreia para Jaime Faria. A partir daí, o recado passou a ser repetido dentro da equipe, inclusive após a vitória sobre Carlos Alcaraz nas quartas em Nova York.

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“Você precisa ser capaz de superar o primeiro jogo, tirar um dia de folga e depois voltar a jogar seu melhor tênis na semana seguinte,” disse Nadal, segundo Bryan. “Foi uma lição para o Ben: é preciso se recompor quando as coisas boas acontecem, assim como quando vem a adversidade.”

Na análise da semifinal, o treinador destacou a maturidade do filho para atravessar os altos e baixos do jogo contra Tiafoe. “Foi um jogo fantástico,” disse Bryan. “Ele não começou como queria; foi quebrado no fim do primeiro set. Mas o Ben mostrou uma grande capacidade de reação. O que mais me gratifica é ver como ele lidou com a adversidade durante todo o torneio, elevou o nível no segundo set e virou a partida.”

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O pai também elogiou a concentração do americano em pontos longos nos games de saque do rival. “A forma como manteve o foco o tempo inteiro foi impressionante. Houve muitos games longos com o Frances sacando, e ele insistiu uma e outra vez, firme o tempo todo. O Ben mostrou resiliência no começo e se manteve concentrado no restante do jogo,” disse.

Bryan contou que a equipe trabalhou muito após a queda na primeira rodada de Wimbledon. O período de treinos no calor da Flórida foi apontado como ponto de virada para sustentar a série de resultados que inclui quatro títulos na temporada, em diferentes tipos de quadra. “Ele ganhou maturidade e disciplina. Está disposto a sofrer mais nas trocas, alongar os pontos e usar a capacidade atlética,” disse o técnico.

Uma das maiores evoluções, na visão do treinador, veio na devolução. “Taticamente, ele agora entende o que é devolver,” disse Bryan. “Sabe mudar de posição de acordo com o saque que recebe, onde se colocar do lado da direita e do lado do backhand, e o que quer alcançar com a devolução. Depois, é repetição. Muitos dias eu lanço entre 400 e 500 saques de todos os tipos, então ele acumula muitas repetições ao longo do ano.”

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O objetivo de Ben, reforça o pai, sempre foi estar nas fases decisivas. “Ele quer jogar às sextas, sábados e domingos nesses eventos. Estar na final do US Open é quase surreal para ele,” disse Bryan. O treinador acrescenta que o americano gosta de acompanhar a corrida para o ATP Finals e se motivar com os desafios semanais. “Ele se dá bem com todos, mas é extremamente competitivo. E tem um histórico forte aos domingos. É onde quer estar e sente que vai jogar seu melhor tênis no fim da semana.”

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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