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US Open

O problema do circuito para Fritz? As bolas estão mais lentas

Por Redação Brasil Tênis

Taylor Fritz colocou o tema das bolas no centro do debate após sua eliminação nas oitavas de final do US Open, numa virada para Francisco Cerúndolo.

Em entrevista ao Tennis Channel, o americano foi direto ao ponto ao falar das condições do circuito e da dificuldade de reproduzi-las nos treinos.

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Para o atual número 10 do mundo, o problema não está tanto na variedade de marcas, mas na impossibilidade de treinar exatamente como se joga nos torneios. “Não é tanto um problema com bolas diferentes, e sim não conseguir treinar nas mesmas condições em que jogamos,” disse Fritz.

Segundo ele, a constante troca de modelos ao longo da temporada quebra qualquer sensação de continuidade. “Não consigo me empolgar com a forma como estou batendo na bola, porque assim que vou para outro torneio a bola muda e eu preciso reaprender como ela sai da minha raquete,” disse ele.

Fritz contou que a situação ficou ainda mais evidente depois do US Open. Ele voltou aos treinos querendo ajustar pontos do seu jogo, mas esbarrou em bolas com comportamento bem distinto.

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Ele disse que as bolas disponíveis no varejo nem sempre se comportam como as usadas nas partidas profissionais e comentou que as Dunlop que testou pareciam, em suas palavras, “mortas,”.

O americano também mencionou diferenças entre versões das Wilson utilizadas em Nova York, algo que, por muito tempo, achou que não seria tão decisivo.

Para tentar reduzir o descompasso entre treino e competição, o californiano precisou se antecipar: encomendou as bolas Yonex que serão usadas em Tóquio e Xangai, já que não as encontrou à venda nas lojas dos Estados Unidos. A ideia é viajar já acostumado ao quique e ao peso do material que encontrará nos próximos compromissos.

Fritz acredita que a sensação geral de jogo mais lento não vem do piso. “Não acho que as quadras estejam mais lentas. Acho que a velocidade é a de sempre; o que está mais lento são as bolas,” afirmou.

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Jogador de saque potente e jogo agressivo, ele disse que as bolas com menos vida exigem um esforço extra para perfurar a quadra. Nesse contexto, admitiu até ter pensado em mudanças de equipamento, como raquete ou configuração de cordas, para buscar mais potência.

“É realmente frustrante, como profissional, não poder treinar em condições semelhantes às que realmente valem quando importa,” disse o americano.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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