Pegula faz sugestão polêmica para evitar jogos de madrugadas nos Slams

Jessica Pegula voltou a colocar a duração dos jogos masculinos no centro do debate após o US Open deste ano, quando algumas partidas chegaram a acabar depois das 3h da manhã. Semifinalista em Nova York, a norte-americana sugeriu uma mudança de formato nos Grand Slams para reduzir partidas que terminam de madrugada.
Em conversa no podcast The Player’s Box, Pegula defendeu que os homens joguem em melhor de três sets nas primeiras rodadas e só passem ao melhor de cinco a partir das quartas de final. Para ela, isso ajudaria a aliviar a maratona da primeira semana sem mexer no peso das fases decisivas.
“Não sei qual é a solução, para ser sincera. Minha ideia sobre os cinco sets sempre foi que deveriam jogar melhor de cinco, talvez, a partir das quartas de final, mas isso não teria resolvido o problema daquela noite entre Alcaraz e Shelton. Continuo achando que deveriam jogar em melhor de três até as quartas e depois passar para melhor de cinco. Mas isso resolveria o problema? Não,” disse Pegula.
A jogadora reconhece o tamanho do desafio. O duelo entre Carlos Alcaraz e Ben Shelton, pelas quartas em Nova York, terminou às 3h33 da madrugada, e a Arthur Ashe fechou com menos da metade das cadeiras ocupadas. Mesmo concentrando os jogos longos nas rodadas finais, um confronto de cinco sets é capaz de derrubar qualquer planejamento.
Ao mesmo tempo, Pegula não é favorável a soluções mais drásticas que mudam a essência dos pontos. “Detesto a ideia de implantar o ponto decisivo no 40-40, espero que nunca percamos a opção da vantagem. Sobre a proposta de não jogar com let no saque, me parece algo estúpido. Por que você quer ganhar um ponto assim, se toca na rede e cai logo atrás?”, afirmou.
O tema também passa pela programação. A direção do US Open tem defendido manter dois jogos na sessão noturna, que começa às 19h, por facilitar a ida do público após o trabalho. Mas quando aparece uma batalha de cinco horas, o relógio deixa de cooperar.
