Com possível retorno em outubro, João Fonseca vai ter que lutar para não sair do top 30

João Fonseca vai adiar por mais um mês o retorno ao circuito. O carioca não disputará a gira asiática e passa a mirar uma volta em outubro, com o foco em chegar inteiro à reta final da temporada.
A decisão muda o cenário da corrida por pontos neste fim de ano: fora de Tóquio e Xangai, ele concentra forças para defender o título e os 500 pontos da Basileia, objetivo-chave para conseguir fechar 2026 entre os 30 melhores.
O ponto de virada está na lesão abdominal que o acompanha desde Cincinnati. Trata-se de uma região muito exigida no saque e nos golpes de fundo, o que pede cautela e um retorno gradual.
O intervalo entre o problema e sua participação recente na Copa Davis foi curto para esse tipo de quadro, e a escolha por uma nova pausa amplia a margem para uma recuperação completa, reduzindo o risco de recaída justamente no momento em que o calendário afunila.
O impacto competitivo é claro. Sem a estreia em Tóquio, um ATP 500, e sem o Masters 1000 de Xangai, Fonseca abre mão de duas oportunidades relevantes de pontuação. Em contrapartida, ganha tempo para recondicionar o físico e reorganizar a sequência. A tendência é retomar a competição em eventos de nível 250 a partir de 19 de outubro, opção que costuma oferecer ritmo de jogo com menor carga inicial, antes de partir para desafios maiores.
Nesse caminho, a defesa da Basileia aparece como fase decisiva. Além do peso dos 500 pontos do título, o torneio serve de ponte para o Masters de Paris, última parada de grande porte em calendário disputado em semana única.
O encadeamento Basileia–Paris dita o desfecho da temporada de muitos jogadores e, para Fonseca, pode ser o diferencial entre um fechamento sólido e a necessidade de recuperar terreno em 2027.
Os números ajudam a dimensionar o momento. Na lista da temporada, ele ocupa o 35º lugar, com 1.200 pontos somados em um ano marcado por interrupções médicas. A meta mais realista agora é terminar no top 30, distância hoje na casa de 150 pontos.
Ultrapassar essa faixa e mirar o top 25 exigiria um salto superior a 400 pontos, patamar que pede campanhas mais longas nas semanas finais.
