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Tenistas

“Nunca vi nada como Djokovic”, diz fisioterapeuta sobre rotina e obsessão

Por Redação Brasil Tênis

Em entrevista a um podcast apresentado por Frederico Marques, o fisioterapeuta Carlos Costa falou sobre a rotina de Novak Djokovic e descreveu a exigência diária que sustenta o sérvio aos 39 anos no topo do circuito.

Entre relatos de cobrança por detalhes e curiosidade constante por novos métodos, o especialista explicou como o ex-número 1 mantém o corpo e o jogo em evolução contínua, mesmo enfrentando uma fase com questões físicas que o próprio Djokovic já disse não dependerem só dele.

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No início do ano, em duelo com Jannik Sinner no Australian Open, ficou evidente para a equipe que, quando está a 100%, Djokovic continua capaz de ganhar de qualquer um. Segundo Costa, esse nível nasce de uma obsessão por melhoria e da forma como o sérvio provoca seu staff a sair da zona de conforto.

“Nunca vi nada igual a Novak Djokovic. A visão de jogo, o esforço que ele coloca todos os dias em quadra e a intensidade. Já tinha visto algo parecido, mas nunca com a constância do Djokovic. Ele presta atenção a cada detalhe. O tempo que levamos para entregar a toalha… se algo não está previsto, surgem atritos. Ele chega a testar a equipe para saber se estamos, de fato, buscando as melhores estratégias de recuperação e aplicando os melhores tratamentos. Por exemplo, ele nos perguntou por que o Sinner fazia treino visual e nós não. Ele busca o tempo todo maneiras de ser o melhor do mundo,” disse Costa.

O fisioterapeuta contou que a atualização permanente virou regra dentro do time. Cursos, trocas com outras áreas e importação de práticas de diferentes esportes fazem parte da rotina. Ainda assim, o impulso para mudar quase sempre parte do próprio Djokovic.

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“Sempre tento me manter o mais atualizado possível. Chego a fazer cursos com fisioterapeutas de outras áreas; procuro aprender com outros esportes. Mas às vezes ele vê vídeos ou repara que outros jogadores fazem coisas diferentes no vestiário e sempre pergunta por que nós não fazemos o mesmo. E a nossa resposta não pode demorar muito! Buscamos constantemente formas de melhorar,” afirmou.

O cuidado não se limita ao físico. Costa lembrou que o sérvio investe pesado em aspectos técnicos e biomecânicos para seguir competitivo. Um dos exemplos citados foi recente e mostra a velocidade com que Djokovic implementa mudanças.

“Na primeira vez que fui trabalhar com ele, em dezembro, fiquei impressionado com o que estava acontecendo. Ele tinha acabado de contratar um biomecânico para trabalhar no saque e na direita. Passaram uma semana focados em pontos específicos para deixá-los ainda melhores. Ele está sempre buscando maneiras de evoluir e constantemente incorpora treinadores,” disse o fisioterapeuta.

Em meio a um período de incertezas pela crise física, o desafio do time é recolocar Djokovic no padrão habitual ou, se necessário, redesenhar caminhos para que ele siga competitivo. A mesma inquietação que move o sérvio na preparação aparece também no lado humano, com relatos frequentes de apoio aos mais jovens no circuito.

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“Ele adora ajudar os jogadores mais jovens. Muitas vezes interrompe o treino para aconselhar outros jogadores, até aqueles contra quem compete no circuito. Não faz muito tempo, o Auger-Aliassime pediu um conselho e o Novak ajudou na hora. O mesmo aconteceu com o Fonseca. As pessoas não fazem ideia do quanto ele ajuda outros jogadores,” disse Costa.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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