ATP e WTA criam nova regra envolvendo patrocínio de bets e empresas de aposta

A ATP e a WTA anunciaram uma nova política para contratos de patrocínio ligados a apostas esportivas, tentando amenizar um assunto que sempre gera polêmica no circuito. As mudanças passam a valer a partir do ano que vem.
A medida cria uma taxa que direcionará parte da receita dessas parcerias para programas de proteção e bem‑estar dos jogadores, com foco em segurança, saúde mental e combate a abusos nas redes sociais.
Batizada de “Taxa de Integridade de Patrocínio de Apostas e Bem‑Estar do Jogador”, a regra valerá para todos os acordos fechados a partir de 2027 e alcança eventos de todos os níveis dos dois circuitos: WTA 125, Challengers e os torneios 250, 500 e 1000. O
percentual padrão será de 10% do valor bruto do contrato. Em torneios combinados entre ATP e WTA, o repasse será de 5% para cada circuito.
A taxa se aplica a patrocínios com empresas de jogos e serviços relacionados, incluindo: casas de apostas e plataformas de apostas esportivas; fantasy e produtos de entretenimento baseados em desempenho esportivo; jogos de azar online; e mercados de previsão esportiva.
Os recursos financiarão iniciativas voltadas ao bem‑estar dos atletas e à mitigação de riscos associados ao ambiente de apostas, com medidas dedicadas à segurança, ao suporte psicológico e a ações contra ataques virtuais. A decisão responde a um cenário que se intensificou na última década, em que tenistas relataram ofensas, ameaças e perseguições motivadas por resultados em quadra — incluindo casos que ultrapassaram o ambiente digital e episódios de intimidação a familiares.
É a primeira iniciativa conjunta dos dois circuitos que destina uma fatia específica das receitas obtidas com o setor de apostas para enfrentar diretamente esse tipo de pressão sobre os jogadores. A expectativa é que a mudança impacte toda a cadeia de eventos do calendário, definindo um novo padrão de parceria comercial para quem deseja associar sua marca aos torneios profissionais.
