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Torneios

McEnroe vê boicote aos Grand Slams como caminho inevitável para os tenistas

Por Redação Brasil Tênis •

John McEnroe voltou a mirar os quatro Grand Slams. Durante a Laver Cup, em Londres, o ex-número 1 do mundo disse que os jogadores podem ter de boicotar um ou dois dos maiores torneios do circuito para conquistar uma fatia maior do dinheiro que eles geram.

Para ele, esse é o um caminho inevitável para que os tenistas garantam seu lugar de sócio nas decisões e nas receitas, algo que ele considera justo.

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“Os jogadores deveriam ser parceiros nos Slams,” disse McEnroe. “O fato de não serem cria atrito, na minha opinião, porque recebem uma parte muito pequena da receita. Tenho esperança e sou cético ao mesmo tempo. Você precisa ter um pouco de esperança, ou não acontece. Mas sou cético porque nada muda, ao que parece, ou muda muito pouco.”

Nos últimos anos, nomes de peso da ATP e WTA puxaram um movimento por mudanças. Carlos Alcaraz, Jannik Sinner, Aryna Sabalenka, Iga Swiatek e Coco Gauff estiveram entre os envolvidos na campanha iniciada em 2025, que mira elevar a participação dos jogadores na receita dos Slams para 22% até 2030.

Houve ainda pequenas ações de protesto, como a redução de compromissos de mídia em Roland Garros após críticas ao valor da premiação.

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McEnroe reconheceu a força histórica dos grandes palcos, mas reforçou que o sucesso é construído por quem entra em quadra. “Entendo que Wimbledon é um evento grandioso. É incrível, e o US Open também. A Austrália fez um grande trabalho. E o torneio francês, todos fizeram um grande trabalho. Mas acredito que os jogadores deveriam ser parceiros nesse sucesso,” disse ele.

Na sequência, deixou no ar a medida que, em sua visão, faria pressão real: “A única forma de conseguir isso, na minha opinião, é ter que boicotar um ou dois deles.”

A possibilidade já circula entre atletas. Em maio, Sabalenka foi direta ao avaliar o cenário caso as negociações empacassem. “Acho que, em algum momento, vamos boicotar, sim,” disse a bielorrussa. “Sinto que essa vai ser a única forma de lutar pelos nossos direitos. Vamos ver até onde conseguimos ir… se vai exigir um boicote dos jogadores.”

Depois do US Open deste ano, o grupo anunciou o fim da fase pública da campanha, citando avanços no diálogo com os quatro torneios. Um novo conselho de jogadores dos Slams deve dar sequência às conversas sobre premiação, bem-estar e outros temas. Os atletas avisaram, porém, que a mobilização pode voltar caso não haja mudanças concretas.

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O americano também defendeu ajustes no formato das partidas masculinas dos Slams. Hoje, os homens seguem no melhor de cinco sets. McEnroe vê espaço para encurtar a maratona, inclusive com a adoção de um match tie-break no quinto set. “Algumas das partidas que eu narrei passaram de cinco horas,” disse. Ao comparar com o futebol e suas disputas de pênalti, ele apontou a atenção do público como fator. “Por que existe disputa de pênaltis? Porque as pessoas se preocupam com a atenção de alguns torcedores, que vão desligar, imagino.”

Ele também criticou finais de noite que avançam madrugada adentro. “Você não quer gente jogando às 3h30 da manhã,” disse, em referência a um duelo recente no US Open que terminou nesse horário. O tema, aliás, vem acompanhado de queixas sobre o calendário apertado e a necessidade de mais descanso entre torneios.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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