Sabalenka revela qual é a pior parte de ser tenista

Depois de uma estreia firme no WTA 1000 de Pequim, Aryna Sabalenka abriu o coração sobre o que considera o lado mais difícil da profissão – e como sua personalidade influenciou um ano sem títulos de Grand Slam e marcado pela perda do topo do ranking.
A bielorrussa venceu Renata Zarazúa com autoridade e disse ter encontrado boas sensações logo no primeiro compromisso na China. Mesmo assim, o foco da coletiva foi a autocobrança que, segundo ela, tem pesado em momentos decisivos da temporada. Sabalenka disse que essa autopressão é o que ela considera a pior parte de ser tenista.
“É tanto um lado bom quanto ruim da minha personalidade: me cobrar sempre mais e esperar mais de mim mesma. Às vezes isso me empurra para a frente, mas em outras… me esgota, me deixa sem energia. Talvez eu precise finalmente aprender. Quem sabe quando eu fizer 30 anos,” disse Sabalenka.
Ao longo dos últimos meses, Sabalenka viveu altos e baixos, com atuações irregulares e sinais claros de desgaste em quadra. Em algumas ocasiões, admitiu precisar de alguns dias longe do circuito após derrotas duras. “Às vezes me esforço muito para ser menos dura comigo mesma,” disse a tenista.
Questionada sobre a pressão após o fim dos Grand Slams, Sabalenka fez um balanço da temporada e da energia para a reta final. “Acho que, em geral, chegamos um pouco melhores a Wimbledon, Roland Garros, o Australian Open ou o US Open. Tudo depende de como você joga nos Grand Slams. Na primeira metade desta temporada eu não rendi bem; tive dificuldades com várias coisas,” disse.
“Sinto que este ano estou um pouco mais fresca e, de certo modo, espero um pouco mais de mim mesma. Também tento não me carregar com tantas expectativas e focar em mim. Mas, no geral, sim: se a temporada vai bem, no fim você sente falta de energia e força para seguir apertando, especialmente rumo ao Finals. Talvez você fique um pouco mais indulgente consigo mesma. Esta temporada é outra história, então me sinto fresca e pronta para a ação,” afirmou.
A bielorrussa ainda celebrou o anúncio de igualdade de prêmios nos Masters 1000 e nos WTA 1000 em 2026. “Claro, estou contente com isso. É algo pelo qual temos lutado. Acho que todas merecemos receber o mesmo. É uma boa notícia. Tenho bastante certeza de que todas as jogadoras — não sei no caso dos homens —, mas todas as mulheres estão superfelizes com isso,” disse.
