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Tenistas

Carlos Alcaraz pode virar o novo GOAT? McEnroe acha que não

Por Redação Brasil Tênis •

Com sete títulos de Grand Slam e apenas 23 anos, Carlos Alcaraz é apontado frequentemente como um candidato a bater os recordes de Novak Djokovic, o que o transformaria no novo GOAT (greatest of all time).

John McEnroe – o ex-número 1 do mundo –, no entanto, acha que essa é uma possibilidade difícil de se concretizar. Em participação no podcast Off Court, ele disse que a evolução física e técnica dos novos nomes do circuito pode dificultar a caminhada do espanhol rumo às marcas de nomes como Djokovic, Roger Federer e Rafael Nadal.

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Para McEnroe, o impacto dessa geração ficou clara no último US Open, quando Alcaraz caiu para Ben Shelton, um dos símbolos dos sacadores potentes e atléticos que hoje também sustentam trocas longas e variam os golpes.

“Na minha opinião, uma das razões pelas quais será tão difícil para o Carlos se aproximar dos números de Grand Slams do Novak e do Roger é que existem jogadores de grande envergadura, como o Shelton, capazes de entrar em quadra e fazer partidas incríveis; às vezes, eles chegam a tomar a iniciativa do próprio Carlos Alcaraz e o deixam desesperado,” disse McEnroe.

O americano lembrou que, mesmo na era de Federer e Djokovic, o circuito já convivia com gigantes do saque, como Sam Querrey e John Isner. A diferença, segundo ele, é que hoje esse perfil também aguenta o ritmo do fundo de quadra e apresenta mais soluções com a bola em jogo, o que aperta ainda mais a disputa no alto nível.

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Alcaraz vive um momento de retomada após passar quatro meses e meio parado por lesão no punho. O retorno aconteceu direto no US Open, com campanha até as quartas de final. Aos 23 anos, o espanhol soma sete títulos de Grand Slam e uma medalha de prata olímpica, além de ter se tornado, no Australian Open deste ano, o mais jovem da história a completar o Career Grand Slam — conquistas nos quatro Majors.

Mesmo assim, McEnroe evitou ler a derrota para Shelton como sinal de alerta. Para ele, a combinação entre a falta de rodagem e a atuação inspirada do norte-americano pesou no placar. “Ao vê-lo jogar, não parecia que ele tivesse perdido ritmo competitivo. Essa falta de rodagem – se é que podemos chamar assim – ficou evidente ao enfrentar um rival superior que fazia a melhor partida da vida, se alimentando da energia incrível que havia no ambiente,” disse.

O sete vezes campeão de Grand Slam foi além e elogiou a presença de Alcaraz em Nova York. “À medida que o torneio avançava, parecia que o Carlos ia ganhá-lo, não chegou a exibir o seu melhor tênis e o corpo acabou cobrando um preço; ainda assim, muito disso se deveu ao mérito do Ben. Quero reiterar meu agradecimento ao Carlos por ter vindo jogar; o seu retorno foi importantíssimo para o US Open,” disse McEnroe.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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