“É desnecessário e estou corrigindo,” diz Zverev sobre demora antes do saque

Alexander Zverev reconheceu que precisa acelerar o ritmo entre os pontos. Depois de vencer Alex de Minaur por 6/4 e 6/4 e garantir vaga na semifinal do Masters 1000 de Xangai, o alemão admitiu que o ritual antes do saque tem se alongado além da conta e prometeu ajustes.
Questionado sobre a atenção ao relógio de saque, Zverev contou que o árbitro o cobrou em quadra e revelou o quanto percebeu a mudança no próprio comportamento nos últimos torneios. “O árbitro me disse para ficar de olho no relógio de saque quando eu estivesse sacando. Honestamente, não sei por quê, mas este ano tenho quicado a bola demais”, disse Zverev.
Ele afirmou que o hábito ganhou força desde o US Open e que, em Xangai, a dinâmica com a toalha do adversário também interferiu na contagem do tempo.
“Começou no US Open, não sei por que começou. Estou bem ciente disso e estou tentando corrigir. É um pouco desnecessário da minha parte. Hoje, principalmente com o meu saque, percebi que estava pronto muito rápido entre os pontos, mas tinha que esperar ele pegar a toalha. E isso aconteceu várias vezes, quando ele voltava, eu começava a quicar a bola e a fazer minha rotina, o que me toma um tempo; no final, quase não tinha mais tempo no relógio de saque. Mas acho que se eu tivesse começado mais cedo, teria administrado melhor o meu tempo”, disse o tenista.
Sobre o motivo de quicar tantas vezes a bola antes de sacar, Zverev pontuou que busca a sensação certa para iniciar o ponto, mas garante já ter reduzido o excesso em relação a Nova York. “Eu só faço isso quando sinto que é o momento certo. Mas, se você reparou, faço isso com menos frequência do que quando estava em Nova York. Acho que, em Nova York, eu estava chegando a um ponto de excesso. Eu não percebia, porque meu celular estava desligado e eu não estava nas redes sociais nem nada do tipo. Só me dei conta depois, e estou definitivamente tentando melhorar isso.”
O alemão também reforçou que não pretende usar qualquer expediente que possa distrair o rival. “Existem certas coisas que, na minha opinião, têm a ver com a justiça no jogo e com não distrair o adversário; se eu fizer algo que meus rivais percebam como uma distração, prefiro não fazer. Quero vencer através do tênis; é a isso que me dedico”, disse Zverev.
