Querrey cutuca Fokina: “Hoje em dia qualquer um pode ser top 10”

A boa fase de Alejandro Davidovich Fokina, coroada com o título do Masters 1000 de Xangai e a melhor marca da carreira no ranking, rendeu um debate polêmico nos Estados Unidos.
Em participação no podcast Nothing Major, Sam Querrey minimizou a possibilidade de o espanhol se firmar entre os dez melhores. John Isner, por sua vez, enxerga um horizonte mais otimista.
Aos 39 anos e ex-número 11 do mundo, Querrey foi direto ao ponto ao avaliar o momento do adversário. “Acho que esse é o potencial dele. Acabamos de ver até onde pode chegar. É um jogador por volta do 12º lugar. Pode entrar no top 10, claro. Hoje em dia, qualquer um pode chegar lá. Mas, se você fica em nono durante três semanas e passa o resto da carreira fora dos dez primeiros, é realmente um jogador de top 10? O potencial dele é chegar lá, mas não é um jogador de top 10”.
Fokina embalou na temporada com três conquistas inéditas, em Mallorca, Chengdu e Xangai. Os dois últimos vieram logo após uma parada de dois meses por dores nas costas. Na campanha do título na China, ele derrubou Alexander Zverev na semifinal e virou a final contra o compatriota Rafael Jódar. O momento lhe rendeu o 13º lugar do ranking e mantém vivo o sonho de disputar o ATP Finals.
Isner leu o cenário por outro ângulo. Para o ex-número 8, o primeiro troféu foi o gatilho para destravar a confiança do espanhol. “Todos sabemos o talento que ele tem e o nível em que pode jogar. Depois que você ganha o primeiro título, aquela pressão desaparece. Agora parece que ninguém consegue pará-lo”.
O norte-americano também projeta constância nas próximas temporadas. “Ele pode ser um jogador capaz de ganhar dois títulos por temporada durante os próximos quatro ou cinco anos. É bom o suficiente para isso. Não vou dizer que terminará a carreira com cinco Masters 1000, mas está jogando em um nível muito alto”.
Outro tema lembrado foi a ruptura de Fokina com Mariano Puerta, durante Roland Garros. Querrey ironizou o episódio ao destacar que a resposta veio dentro de quadra. Isner acredita que a mudança ajudou a virar a chave. “Foi como um novo começo. Não estou dizendo que o treinador estava errado, mas parece ter sido uma boa maneira de ele se recuperar mentalmente”.
