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Tenistas

Wawrinka se despede em Basileia: “Amanhã vai ter lágrimas, com certeza”

Por Redação Brasil Tênis •

Stan Wawrinka fez sua última aparição no circuito ao perder para Jiri Lehecka na primeira rodada do ATP de Basileia. Aos 41 anos, o suíço se despediu em casa, diante de um público que o ovacionou do início ao fim, e encerrou a noite com a última entrevista coletiva de sua carreira.

Mesmo sem conseguir tirar um set do tcheco, hoje um top 20 do ranking, o tricampeão de Grand Slam saiu de quadra amparado pelo carinho da torcida e pela cerimônia preparada pelo torneio. Emocionado, Wawrinka deixou claro que o adeus veio no momento certo.

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“Sinceramente, estou muito feliz. Estou muito, muito feliz por tudo o que vivi nesta última temporada. Claro que os sentimentos se misturam: também estou triste, porque sei que não vou viver esse tipo de emoção nunca mais. Já não conseguia jogar no nível que queria, jogar diante de todos, jogar na Suíça… como disse, estou ficando velho, e faz algumas temporadas que, depois das grandes lesões, venho lutando para voltar a um nível bom,” disse Wawrinka.

O suíço afirmou que a reta final exigiu mais do que o corpo e a cabeça conseguiam entregar, mas que conseguiu cumprir o plano de se despedir ainda em alto nível.

“Fiquei sem energia nas últimas temporadas: o corpo nem sempre acompanha como eu gostaria, e a cabeça também não. Sempre sonhei em encerrar a carreira do meu jeito, nos meus termos, colocando o ponto final me sentindo bem, me sentindo competitivo… e foi isso que alcancei neste ano. Foi uma temporada excepcional, com muitas emoções. Teve muita tristeza em cada torneio em que me despedi, porque sabia que a cada vez estava vivendo o final, mas foi muito mais bonito do que eu poderia imaginar. Recebi muito carinho, vivi muitas emoções…,” afirmou.

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Neste ano de despedidas, Wawrinka esticou a competitividade contra rivais de diferentes gerações. Houve vitória sobre Arthur Gea na Austrália, passagem vitoriosa pelo circuito Challenger e partidas marcantes nos Grand Slams, como o duelo em Wimbledon contra Matteo Berrettini.

“Neste último ano, aos 41 anos, me senti competitivo. Joguei contra os melhores, enfrentei garotos jovens, fiz grandes partidas, até ganhei algumas. Para mim, é um final ideal, um final dos sonhos. Encerrar a carreira na Suíça, diante de tanta gente, com tanto entusiasmo, com a cerimônia de ontem e o carinho que recebi do público e do torneio, de todos que estão aqui há tantos anos… eu não teria imaginado assim,” disse ele.

Com a franqueza que marcou a trajetória, o suíço admitiu que a ressaca emocional será inevitável. “Vai ter lágrimas, claro que amanhã vai ter um monte de lágrimas, não necessariamente pelo álcool (risos), mais pela tristeza. Mesmo assim, quando você é atleta sabe que isso vai acontecer um dia. Quando você ama o que faz, quando ama este esporte, quer explorar seus limites ao máximo. Foi o que eu fiz. Tenho 41 anos, estou aqui, acho que tive muita sorte. Conquistei essa sorte, mas sou um privilegiado por ter vivido as emoções que vivi hoje. É excepcional,” disse o tenista.

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SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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