Diretor do Masters de Paris questiona decisões recentes de Djokovic

Depois de duas temporadas ausente, Novak Djokovic decidiu voltar ao Masters 1000 de Paris em 2026, de olho em carimbar a vaga no ATP Finals.
A opção animou o torneio, mas também levantou questionamentos. Diretor do evento, Cédric Pioline estranhou a mudança de rota do sérvio ao comparar as últimas decisões envolvendo Turim.
Em participação no canal Eurosport, o francês lembrou que Djokovic se classificou para as edições de 2024 e 2025 do torneio dos oito melhores, mas preferiu não jogar. Agora, sem a vaga assegurada, mira justamente esse objetivo.
“Foi difícil entender a lógica dele. Em 2024 e 2025, ele estava classificado para o ATP Finals, mas não jogou. Isso é algo bem raro na história dos jogadores que se garantem, porque todos sonham em disputar esse torneio. E agora, justamente quando ainda não está classificado, ele anunciou que quer conseguir a vaga e jogar,” disse Pioline.
O diretor também tratou do momento de carreira do ex-número 1 histórico. Aos 39 anos, Djokovic expressou o plano de estender a trajetória até Los Angeles 2028, mas Pioline vê os sinais naturais do tempo. “Ele tem 39 anos e, embora tenha dito que quer estender a carreira até Los Angeles 2028, vemos que está ficando cada vez mais difícil. É natural: o corpo responde menos, é menos veloz e precisa de mais tempo para se recuperar,” disse o francês.
Nesse contexto, Pioline admitiu que Paris pode ganhar um tom de nostalgia nesta edição. Para ele, não há garantias sobre a presença do sérvio no ano que vem, o que torna a semana especial para o público local. “Será que esta será a última vez que o veremos no torneio? Ele estará aqui no ano que vem? Existe essa dúvida, então vamos aproveitar que ele vem a Paris,” disse Pioline.
Dentro de quadra, o caminho em Paris promete exigência desde a estreia. Djokovic abre contra Valentin Vacherot e, se avançar, pode cruzar com Alex de Minaur e, mais adiante, com Alexander Zverev.
