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Masters Paris

“Não haverá tantos grandes jogos no tênis moderno,” diz Casper Ruud

Por Redação Brasil Tênis •

Casper Ruud fez uma leitura dura sobre o momento do circuito e sobre como precisou mexer no próprio jogo para continuar brigando no topo.

Em entrevista à Tennis Channel durante o Masters de Paris, Ruud disse que as exigências atuais têm empurrado os jogadores para um estilo mais direto e veloz, o que mexe com suas referências e com a maneira como sempre construiu os pontos.

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“A parte mais desafiadora de mudar meu jogo tem sido que a maioria dos jogadores joga em ritmo alto dos dois lados hoje em dia, e eu gosto mais de construir os pontos e bater com bastante giro, um pouco como vimos Nadal e Thiem fazer. Eles eram meus ídolos quando eu crescia, e acho que tive de aceitar que os jogadores são capazes de defender a bola com muito giro um pouco melhor,” disse Ruud.

O norueguês foi além e projetou o impacto dessa evolução nas partidas de alto nível. “Não haverá tantos grandes jogos neste tênis moderno, porque todos sacam bem, devolvem bem e atacam sempre que veem uma brecha. Eu nem sempre tive a audácia de ir nos golpes grandes só quando via uma oportunidade real. Fui um pouco passivo, porque meu jogo estava mais relacionado a trabalhar o adversário aos poucos, talvez buscando o erro, ou até que eu tivesse uma bola ainda mais fácil, mas você vê os outros jogadores e eles estão batendo na bola de qualquer jeito hoje em dia, e eu tento fazer isso um pouco mais com o meu tênis, mas ainda é um desafio contínuo, e provavelmente será pelo resto da minha carreira,” disse ele.

O estilo com bola pesada levou Ruud ao número 2 do mundo, a finais de Grand Slam e a ficar a uma vitória do topo do ranking. Agora, ele se cobra para jogar mais por dentro da quadra e tomar iniciativa com frequência. Em Paris, tem sido assim.

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Na vitória sobre Struff, Ruud destacou o peso da devolução curta e a leitura do saque adversário, especialmente em uma das quadras mais rápidas da temporada.

“A devolução curta está funcionando bem nesta quadra rápida, e acho que muito disso tem a ver com um bom trabalho de pernas e tentar estar rápido. Contra o Struff você tem que tomar cuidado com o saque e voleio dele, obviamente, mas quando quebrei no primeiro set fiz algumas boas devoluções e isso foi chave. Já tive dificuldades no passado contra alguém que faz saque e voleio porque eu ficava muito atrás e minhas devoluções saíam muito altas e flutuando, e eles vinham e colocavam a voleio, mas hoje eu estava lendo muito bem o saque dele e acho que isso o fez ficar um pouco mais atrás no segundo, e eu aproveitei,” disse Ruud.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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