Campeão de Roland Garros nesta temporada, Alexander Zverev abriu não titubeou ao apontar o maior desafio que já teve pela frente. Em entrevista a Knossi, o alemão de 29 anos cravou que Novak Djokovic foi o adversário mais duro de toda sua carreira.
“O mais difícil que enfrentei foi o Djokovic”, disse Zverev, antes de detalhar como via os embates com os outros membros do Big 3. Sobre Roger Federer, ele explicou que encontrou caminhos claros para encurtar o tempo e acelerar os pontos. “Contra o Roger, eu tinha uma tática que funcionava. Ele jogava muito rápido e eu conseguia jogar ainda mais rápido, e isso incomodava. Ganhei mais vezes dele do que perdi”, afirmou.
Rafael Nadal, por sua vez, foi um obstáculo especialmente pesado no início. “No começo da minha carreira, fisicamente ele era forte demais para mim. Eu era muito magro e me cansava. Nossos jogos eram equilibrados, mas ele acabava me vencendo. Isso mudou quando eu tinha 23, 24 anos. A partir dali ganhei dele três ou quatro vezes seguidas”, recordou.
Ao voltar a Djokovic, Zverev destacou o nível das batalhas e o peso dos palcos. “Sempre tivemos grandes partidas, em momentos importantes. Ele me venceu mais vezes, mas ele venceu mais vezes todo mundo”, resumiu.
Questionado sobre a nova geração, o alemão foi direto ao comparar Carlos Alcaraz e Jannik Sinner e admitiu que, hoje, prefere encarar o espanhol. “No começo eu gostava muito de jogar com o Sinner, mas perdi os últimos sete ou oito jogos. Ele evoluiu muito, é muito constante e não te dá nada de graça. Você sente que passa o tempo todo jogando a reboque”, analisou.
Sobre Alcaraz, o tom muda. “Gosto muito de jogar contra o Carlos. Às vezes perco, às vezes ganho, mas os jogos são sempre incríveis. Neste ano, na Austrália, fizemos uma batalha de 5 horas e 30 minutos e, no fim, eu perdi. Ainda assim, é muito divertido enfrentá-lo”, disse.
Zverev também voltou ao dia em que levantou o troféu em Paris e revelou que a final esteve longe de ser tranquila. “Para mim, aquele dia só foi bonito quando acabou. Tive muito estresse, muito pânico. Durante o torneio controlei bem os nervos. O Sinner caiu, o Djokovic também, e eu fui até a final. O dia da decisão foi bem pesado, eu estava muito nervoso”, contou.
O rival na decisão foi o italiano Flavio Cobolli, e Zverev admitiu que sentiu o peso da obrigação. “Eu sabia que a final não era contra Alcaraz ou Sinner, era contra o Cobolli, um adversário que eu tinha que vencer”, disse, para logo esclarecer que não era uma desvalorização ao amigo. “Ele é bom jogador, um cara excelente, mas eu precisava ganhar aquela final. Tenho 29 anos, não sei quantas chances mais teria. Já ganhei ouro olímpico, ATP 250, 500, Masters 1000… Faltava o Grand Slam. Agora que veio, posso respirar um pouco.”
Mesmo com o título de Slam no currículo, Zverev mantém o ouro olímpico como momento supremo da carreira. “Esperei muito para ganhar um Grand Slam e o ouro veio cedo, mas foi ainda mais especial. Não sei explicar, o sentimento foi mais intenso. Na Vila Olímpica, todo o time alemão vivia aquilo junto. Quando voltei para casa, entendi o que aquele ouro significou para o país”, concluiu.











