Depois de garantir sua vaga na final do ATP 500 de Washington, Taylor Fritz celebrou com uma mensagem clara: a cabeça fez toda a diferença.
Ao analisar a vitória, Fritz ressaltou que precisou aceitar um jogo menos vistoso do que vinha apresentando. “O melhor foi me aceitar e aceitar as circunstâncias da partida. Ontem meu forehand saiu muito bem e hoje as condições eram outras, não me senti tão confortável. Me frustrar seria o caminho para uma atitude ruim que poderia me levar à derrota”, disse.
O clima pesado travou a bola e reduziu as chances de golpes vencedores. Com poucos espaços para arriscar, ambos construíram os pontos com cautela. O detalhe que desequilibrou veio no set decisivo. “Quebrar no terceiro set foi decisivo. Estava tudo muito parelho e cada um aproveitou praticamente as chances que teve. Ganhei um bom game e depois consegui sustentar a vantagem”, explicou o californiano.
O resultado chega com peso extra para Fritz, que conviveu com limitações físicas e chegou a abrir mão de toda a gira no saibro para recuperar o joelho esquerdo. Em Washington, ele exibe continuidade e confiança. A campanha o projeta ao 9º lugar do ranking e ao 10º posto na corrida anual, reacendendo a briga por fechar o ano entre os melhores.
Para o americano, mais do que a final, vale o alívio de voltar a competir sem tantos freios. “Estou muito feliz por estar nessa situação. Depois de tudo de ruim que aconteceu com meu joelho este ano, me ver em décimo na corrida me deixa muito orgulhoso e contente”, afirmou.
Sem se alongar em metas de longo prazo, Fritz prefere manter o foco no presente, tratando Washington como ponto de virada para a reta final do calendário. “Agora, minha preocupação é fazer bem o que resta da temporada”, resumiu.










