Alexander Zverev carimbou oficialmente sua vaga no ATP Finals deste ano – e se tornou o segundo tenista já garantido em Turim, juntando-se a Jannik Sinner. Aos 29 anos, o alemão confirma a nona presença no torneio de fim de temporada nas últimas dez edições e tentará o terceiro troféu.
A classificação reflete uma campanha de altíssimo nível na corrida anual por pontos. Somente o número 1 do mundo, Jannik Sinner, acumulou mais na corrida para Turim. Zverev iguala o líder em vitórias no ano, com 44, sustentadas por resultados profundos nos maiores palcos e pela conquista do primeiro Grand Slam em Roland Garros, na final contra Flavio Cobolli.
O alemão abriu a temporada com semifinal no Australian Open, onde parou diante de Carlos Alcaraz, e até Madri somou uma final e três semifinais de Masters 1000. Em Wimbledon, viveu sua melhor campanha no All England Club, alcançando a decisão e caindo para Sinner em quatro sets após uma batalha intensa. A eliminação precoce no Masters do Canadá, diante de Tallon Griekspoor na estreia, não alterou o panorama: o volume de resultados nos últimos meses já era suficiente para assegurar o passaporte para Turim.
No torneio – que acontece entre 15 e 22 de novembro e reúne os oito melhores do ano –, a posição de Zverev na corrida tem impacto direto no sorteio. Tendo apenas Sinner à frente, o alemão tende a ser cabeça de chave 2, o que, em tese, o protege de um confronto com o número 1 até uma eventual final. Em um evento decidido em jogos de altíssimo nível, essa proteção no caminho importa — e muito.
Zverev figura em um seleto grupo de tenistas ativos com mais de um título no torneio, ao lado de Novak Djokovic e do próprio Sinner. O alemão estreou no ATP Finals em 2017 e levantou a taça já em 2018, derrotando Roger Federer e Novak Djokovic no caminho. Voltou a ser campeão em 2021, superando Daniil Medvedev na decisão. Foi semifinalista em 2019, ficou fora de 2022 por grave lesão no tornozelo direito e não avançou da fase de grupos em 2023 apesar de duas vitórias. Em 2024 parou na semi contra Taylor Fritz e, doze meses atrás, não chegou às semifinais.
Com a vaga confirmada, Zverev volta as atenções ao piso duro norte-americano, com Cincinnati e o US Open no horizonte. A meta é manter a consistência que o colocou, de novo, entre os protagonistas da temporada e chegar a Turim credenciado para brigar pelo tri do torneio.











