Alcaraz quebra silêncio sobre volta no US Open: “Decisão não foi fácil”

Às vésperas de sua estreia no US Open, Carlos Alcaraz quebrou o silêncio sobre seu retorno ao circuito no US Open após quatro meses afastado, dizendo que a decisão não foi fácil, mas garantindo que está pronto para competir.
“Minha equipe e eu acreditamos que estou pronto. Não foi uma decisão fácil”, disse ele. “Fiz de tudo para estar bem. Treinos longos e intensos, dentro e fora da quadra, para ver como o punho reagia depois de dias puxados.”
Será o primeiro torneio do número 3 do ranking desde Barcelona, em abril. Nesse período, Alcaraz viveu a frustração de não conseguir sequer treinar no início da recuperação, mas buscou tirar algo positivo do tempo parado.
“O primeiro mês foi difícil, eu não podia fazer nada com o braço direito. Foi duro. Ao mesmo tempo, aproveitei para ficar com a família e os amigos, em casa”, contou. “Quando voltei a bater um pouco na bola, veio a incerteza. Eu não sabia se estaria pronto para Cincinnati, para o US Open, ou se perderia toda a gira americana.”
Mesmo após a lesão, o espanhol não pretende alterar seu estilo. Ele reforça que voltará a jogar do jeito que o consagrou. “Não mudei nada de técnica, de movimentação, nem a forma como vou jogar. Quero me sentir eu mesmo, e isso é importante para mim.”
O retorno acontece em um palco especial. Foi em Flushing Meadows, em 2022, que Alcaraz conquistou seu primeiro Grand Slam e se tornou o mais jovem número 1 da história. De volta ao ritmo de competição, o espanhol avalia que o maior desafio agora é mental: recuperar sensações e confiança.
“Eu precisava competir de novo, treinar com os caras e sentir o ambiente. É um teste e me sinto ótimo”, disse. “Essa lesão me ajudou a entender que muita coisa está na cabeça. Tenho que confiar na minha equipe, nas pessoas que dizem que vai ficar tudo bem. Vou a 100%. Pelos treinos que fiz, está tudo correndo bem. Quero ficar longe do medo e jogar do meu jeito, normal.”
Alcaraz estreia contra o russo Roman Safiullin. A missão do espanhol é clara: defender o título e, principalmente, reencontrar o ritmo que o levou ao topo em Nova York.
