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US Open

Sabalenka cobra calendário mais leve e admite abrir mão de pontos

Por Redação Brasil Tênis

Aryna Sabalenka voltou a atacar o calendário do circuito. Após avançar às oitavas de final do US Open sem perder sets, a número 1 do mundo defendeu mudanças imediatas na carga de torneios obrigatórios e disse que a saúde dos jogadores precisa estar acima de pontos e posições no ranking.

Em Nova York, a bielorrussa reforçou o recado ao ser questionada sobre o ritmo da temporada.

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“Adoraria ver mudanças no calendário, reduzir os eventos obrigatórios e deixar os jogadores decidirem o que é melhor para a saúde, porque tem sido muito intenso. Especialmente quando você joga no nível do Carlos, com tanta regularidade, é muito complicado para o corpo”, disse Sabalenka.

Na sequência, manteve o tom firme e deixou claro que está disposta a arcar com as consequências. “Se não reduzirem, teremos de sacrificar pontos, posição no ranking, seja o que for, para proteger nosso corpo. Acho que seria muito útil se WTA e ATP aliviassem um pouco o calendário para realmente cuidar da nossa saúde”, disse a tenista.

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Sabalenka chega às oitavas embalada, depois de vencer a uzbeque Kamilla Rakhimova por 6/3 e 6/4, em 1h29.

A próxima adversária será a norte-americana Taylor Townsend, canhota de 30 anos, que eliminou a russa Diana Shnaider por 6/2, 6/7 (3) e 6/3, em 2h29. Será o primeiro encontro entre elas no circuito.

Na coletiva, a líder da WTA lembrou as dúvidas do início de carreira e o quanto precisou evoluir para competir entre as melhores. “Quando cheguei aqui pela primeira vez, sentia que o nível era algo inatingível, impossível”, disse.

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Ela contou que a virada começou na mudança de mentalidade e na ampliação do repertório em quadra. “Gostaria de ter tido outra mentalidade naquela época. Tive de trabalhar muito para mudar muitas coisas no meu jogo e acrescentar outras para conseguir competir no mais alto nível”, disse Sabalenka.

Ela disse ainda que só percebeu a real dimensão do próprio potencial com o passar dos anos. “Se alguém tivesse me dito onde isso me levaria dez anos depois, eu ficaria muito chocada e provavelmente muito motivada. Tenho muito orgulho da trajetória e de todo o trabalho que fiz para chegar onde estou agora”, disse a bielorrussa.

Sabalenka também voltou a comentar o forte cheiro de maconha sentido durante a partida contra Rakhimova.

Segundo a jogadora, ela interrompeu o movimento do saque por causa do odor, e não por conta do sol, como chegou a parecer. Sem saber se a fumaça vinha das arquibancadas ou de fora do estádio, ela brincou com o assunto. “Agora só consigo pensar nessa história de maconha. Se continuarem fumando, talvez eu fique ‘alta’”, disse Sabalenka.

Ao notar a insistência de uma pergunta sobre o tema, a número 1 devolveu com ironia. “Mais sobre maconha? Vamos lá, gente. Talvez tenha sido você que estava fumando?”, disse.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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