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US Open

Tiafoe defende melhor de cinco sets: “É a tradição do tênis”

Por Redação Brasil Tênis

Frances Tiafoe saiu de um buraco profundo em Nova York para chegar à semifinal do US Open e, ainda na quadra, puxou o debate que ronda o circuito: os Grand Slams devem continuar em melhor de cinco sets.

Depois da virada em 4h40 sobre Alex Michelsen, o norte-americano foi direto ao ponto.

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“Concordo 100%. Acho que, no masculino, devemos continuar jogando em melhor de cinco. Não sei para onde está indo essa discussão ou qual é a tendência. Todo mundo tem uma opinião e cada um pensa de uma maneira”, disse.

Para ele, mexer no formato mexeria também com o peso dos maiores torneios do calendário.

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“Vimos tantos jogos épicos em cinco sets. Eu adoro cinco sets? Claro que não. Muitas vezes estou vencendo por 2 a 0 e adoraria apertar a mão do cara e ir embora. Mas é o tênis. Cresci vendo tantos jogos incríveis em cinco sets do Novak Djokovic contra Rafa Nadal, Roger Federer contra o Rafa, partidas épicas que duravam horas e horas. É a história do tênis”, afirmou.

“Pessoalmente, sinto que um título de Grand Slam não teria o mesmo valor se fosse conquistado em melhor de três.”

A vitória que alimenta a tese veio em números fortes: 5/7, 3/6, 7/5, 6/3 e 7/6 (6). Tiafoe perdeu os dois primeiros sets, viu Michelsen sacar para o jogo em 5/4 no terceiro e ainda começou atrás por 3/0 na parcial decisiva.

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Mesmo assim, encontrou saídas em momentos-limite, algo que já havia feito em Wimbledon 2024 e Roland Garros este ano. “O momento é enorme, não dá para diminuir isso. Ganhei muitas grandes partidas aqui e também perdi algumas muito duras. É uma sensação incrível conseguir vencer desta vez”, disse.

O roteiro, segundo o próprio Tiafoe, teve clima de cinema. “Do jeito que aconteceu, perdendo por 2 a 0 em sets, ele sacando para o jogo, depois eu ficando atrás com quebra no quinto… Foram tantos momentos em que estive atrás. Foi uma loucura. Definitivamente foi uma vitória ao estilo do filme ‘Coração Valente’. Está entre as minhas maiores vitórias da carreira. Não sei exatamente onde, mas está lá em cima”, disse o norte-americano.

De volta às semifinais do US Open pela terceira vez (depois de 2022 e 2024), Tiafoe, cabeça 11 em Nova York, aparece provisoriamente em 8º no ranking, a melhor marca da carreira.

Em evolução, ele diz viver outra fase. “Sou simplesmente uma pessoa diferente. Aquelas duas campanhas foram ótimas e vou guardá-las para sempre, mas não sou a pessoa que era quando cheguei à semifinal em 2022 ou em 2024. Não sou aquela pessoa. Estou animado para ver o que este meu ‘novo eu’ vai fazer na sexta-feira”, disse.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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