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Tenistas

O calendário de Carlos Alcaraz para o restante do ano

Por Redação Brasil Tênis

Carlos Alcaraz saiu do US Open com a melhor notícia possível: o punho respondeu bem. Depois de quase cinco meses sem competir, o espanhol voltou a jogar em alto nível e agora encara uma reta final de temporada carregada, com metas claras e a rara vantagem de defender poucos pontos.

O cenário é incomum para um jogador do calibre de Alcaraz. Por ter ficado fora de dois Grand Slams e de quatro Masters 1000 no ano, a queda no ranking não foi tão acentuada quanto se imaginava, e o calendário dos próximos dois meses oferece terreno fértil para crescer. Ele volta para Murcia para alguns dias de descanso antes de retomar os treinos, sustentado pela confiança de quem superou um teste pesado em Nova York.

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A agenda de Alcaraz é intensa: Laver Cup em Londres, ATP 500 de Tóquio, Masters 1000 de Xangai, Masters 1000 de Paris-Bercy e, na sequência, o ATP Finals em Turim.

Ainda há a possibilidade de estender a temporada para a Copa Davis, caso a Espanha se classifique para a fase em Bolonha.

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Alcaraz defende apenas 1.510 pontos até o fim do ano. A maior parte vem do vice-campeonato no ATP Finals do ano passado, com 1.000 pontos em jogo, além de 500 pela conquista em Tóquio. Em Xangai ele não atuou na última temporada, e em Paris há margem para ampliar o total. Em outras palavras, cada boa semana pode render um salto considerável.

Há, ainda, um colchão de segurança na corrida para Turim. Mesmo que saia do top 8 da temporada, o espanhol tem vaga garantida no ATP Finals por ter vencido um Grand Slam em 2026, desde que encerre o ano entre os 20 primeiros da classificação anual. Isso tira pressão e permite calibrar melhor a gestão física num calendário apertado.

Xangai e Paris-Bercy são objetivos centrais. São dois Masters 1000 que ainda não fazem parte da galeria do murciano, o que adiciona motivação num trecho de temporada em que ele, historicamente, nem sempre chegou inteiro. Com a carga de jogos controlada ao longo do ano e o corpo mais fresco, a combinação de quadra rápida e confiança pode virar vantagem contra os principais sacadores e os contra-atacadores que dominam o fim de temporada.

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Em Nova York, o espanhol exibiu sinais de retomada: agressividade calibrada, transições à rede oportunas e solidez nas devoluções curtas. Esses elementos são decisivos no piso indoor e nas condições de Ásia-Europa no outono.

A Copa Davis permanece como incógnita. Alcaraz não atuará no confronto contra o Chile, entre 18 e 20 de setembro. Se a Espanha avançar a Bolonha, ele pode se colocar à disposição do capitão David Ferrer. No ano passado, problemas físicos após o Finals o tiraram da fase decisiva, o que aumenta a vontade de disputar a taça nesta temporada — desde que a saúde permita.

Na prática, os próximos passos começam pela Laver Cup, um aquecimento de luxo antes de Tóquio e Xangai. Se confirmar a evolução técnica mostrada em Nova York e mantiver o punho sem sinais de alerta, Alcaraz terá uma janela rara para somar pontos, buscar títulos inéditos e chegar ao ATP Finals com status de candidato ao troféu.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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