Wild conquista o Challenger 125 de Gênova e tem novo salto no ranking

Thiago Wild fechou com chave de ouro sua passagem pela Itália. O paranaense derrotou o espanhol Pedro Martinez, sétimo cabeça de chave, por 6/4 e 6/2, e conquistou o título do Challenger 125 de Gênova — seu terceiro troféu da temporada e uma repetição do feito alcançado em 2023, quando também levantou o caneco no mesmo torneio italiano.
A campanha na Itália rende um salto expressivo no ranking. Wild, que chegou a Gênova como 198º do mundo, sobe para a 141ª posição — a melhor colocação em um bom tempo e um passo relevante na reconstrução da carreira depois de período conturbado por lesões e oscilações.
O título reforça um 2026 de reviravolta para o tenista de 26 anos. Antes de Gênova, Wild já havia conquistado os Challengers de Zug, na Suíça, e Piracicaba, no interior de São Paulo, além de ter chegado à final em Itajaí (SC), em janeiro. Com o troféu italiano, o paranaense chega a três títulos na temporada — sua safra mais produtiva desde que estreou no circuito profissional.
O retrospecto de conquistas de Wild carrega um símbolo especial. Seu único título em nível ATP veio em 2020, no ATP 250 de Santiago, quando, aos 19 anos, derrotou Casper Ruud na final por 7/5, 4/6 e 6/3 — tornando-se o primeiro campeão do ATP Tour nascido nos anos 2000 e o mais jovem campeão brasileiro da Era Aberta.
No circuito Challenger, o brasileiro soma agora múltiplos troféus, com Gênova entrando para a lista pela segunda vez.
O momento da carreira é de reconstrução mais do que de consolidação. Depois de atingir o melhor ranking, o 58º lugar, em maio de 2024, Wild amargou uma queda acentuada, provocada por lesões e uma sequência de resultados irregulares que o tiraram do radar do circuito principal.
A resposta começou a aparecer justamente nesta temporada: com a consistência recuperada nos Challengers, o paranaense — hoje o quinto tenista do Brasil no ranking — mira o retorno ao top 100 e, quem sabe, uma nova aproximação da elite que já habitou.
