Mouratoglou critica pausas de Alcaraz: “Ele tem 22 anos. Aos 22, você joga”

Depois de voltar ao circuito no US Open após quatro meses e meio parado por uma lesão no punho, Carlos Alcaraz disse que pretende encurtar seu calendário no futuro para cuidar do físico. A ideia de tirar descansos mais longos foi criticada por Patrick Mouratoglou, um dos treinadores mais reconhecidos do mundo e que foi técnico de Serena Williams.
Em publicação nas redes sociais, o treinador francês reconheceu a necessidade de equilíbrio, mas criticou intervalos de um ou dois meses fora das competições. Para ele, a falta de ritmo pode cobrar um preço nos grandes torneios e precisa ser considerada com cuidado.
“Carlos disse que há torneios demais e que quer focar nos mais importantes. Ele tem 22 anos. Aos 22, você joga. Há momentos em que não dá vontade, eu entendo, e é importante encarar isso, porque o Carlos é o Carlos quando está inspirado. Inspirado, provavelmente é o melhor jogador do mundo, e essa chama precisa ficar acesa durante toda a temporada. Mas ele também precisa de jogos. Para continuar desenvolvendo o tênis e chegar fisicamente preparado a um Grand Slam, algo que não conseguiu aqui. O suficiente para estar pronto, não tantos a ponto de chegar sem energia. Esse equilíbrio é delicado, e é responsabilidade dele encontrar,” disse Mouratoglou.
O francês ponderou que, no caso de Nova York, o espanhol já chegou em condição limitada por causa da lesão. Mesmo assim, defendeu uma sequência mínima de eventos na reta final do ano, sobretudo agora que Alcaraz caiu para o número 3 do ranking e tem margem para somar pontos importantes.
“Ninguém pode culpá-lo pelo US Open: ele estava lesionado. O que vier depois é uma decisão que cabe a ele. Não sei o quanto está motivado para ir à Ásia, mas acho que precisa de jogos. Depois deste US Open, é importante que continue jogando. Não digo que tenha que jogar todas as semanas, mas ao menos os grandes torneios. Eu gostaria de vê-lo disputar pelo menos dois torneios na Ásia e dois em quadra coberta antes do fim da temporada, e ele deveria mirar os títulos,” disse o treinador.
Na visão de Mouratoglou, além de recuperar ritmo e confiança, há um objetivo claro a perseguir até o encerramento do calendário: o título que ainda falta ao espanhol entre os grandes.
“Há também um troféu que ele nunca conquistou: o ATP Finals, onde se reúnem os oito melhores do mundo. Depois de tantos meses fora, é exatamente essa a ambição que quero ver.”
