Após 11 anos, Djokovic confirma retorno a Pequim, onde nunca perdeu

Novak Djokovic confirmou que voltará a disputar o China Open, em Pequim, entre 30 de setembro e 6 de outubro. A participação encerra uma ausência de 11 anos no torneio em que o sérvio é hexacampeão e possui uma marca impressionante: nunca perdeu, com 29 vitórias em 29 partidas.
O anúncio foi feito nas redes sociais do tenista, que não jogava na capital chinesa desde 2015. Entre 2009 e 2015, Djokovic fez seis aparições no evento e levantou o troféu em todas elas, construindo uma das campanhas mais dominantes de sua carreira em um mesmo torneio.
A volta acontece em meio a um momento raro de instabilidade. Atual número 12 do mundo, Djokovic deixou o top 10 após a eliminação na primeira rodada do US Open. Antes disso, havia parado na semifinal de Wimbledon, superado por Jannik Sinner, e caiu na estreia do torneio de Cincinnati. Com isso, chega a Pequim vindo de três derrotas consecutivas no circuito.
Nesse período, o sérvio relatou estar lidando com um problema de saúde não especificado. Em Cincinnati, passou mal em quadra contra Thiago Agustín Tirante e descreveu episódios recorrentes de vômito, cãibras e dores nas costas e no ombro, que o atrapalharam ao longo do ano.
No US Open, voltou a se sentir mal durante a partida em que foi superado por Mariano Navone. O motivo exato do desconforto não foi divulgado.
O retorno a Pequim, portanto, carrega duas camadas de expectativa: a tentativa de recuperar a confiança e estancar a sequência negativa, e a oportunidade de defender a invencibilidade em um torneio que historicamente parece feito sob medida para o seu jogo.
