Ferrero, ex-treinador de Alcaraz, vai voltar ao circuito. Quem são seus possíveis pupilos?

Juan Carlos Ferrero anunciou ontem que vai voltar ao circuito profissional.
O espanhol, ex-número 1 do mundo e treinador que comandou Carlos Alcaraz por sete temporadas, confirmou que prepara um novo projeto, mas mantém em segredo o nome do próximo pupilo.
A notícia agitou o mercado: depois de uma parceria que rendeu seis títulos de Grand Slam, qualquer escolha de Ferrero tende a mexer no topo do tênis.
Entre as hipóteses, Jannik Sinner é a que mais chama a atenção. Além de ser o atual número 1 e maior rival recente de Alcaraz, o italiano terá uma mudança relevante na equipe, já que Darren Cahill deixará o time ao fim da temporada.
Ferrero já havia sinalizado que veria com bons olhos trabalhar com Sinner, o que abre espaço para uma composição ao lado de Simone Vagnozzi. Uma união desse calibre teria impacto imediato na briga por títulos grandes e criaria um novo capítulo na rivalidade que tem ditado o ritmo do circuito.
Outro caminho possível é a que mais se parece com a trajetória que consagrou Ferrero: apostar em um talento em ascensão.
Aos 19 anos, o espanhol Rafael Jódar desponta como um projeto de longo prazo. O tenista já entrou no radar dos melhores e, pela idade, ainda tem etapas importantes de adaptação ao circuito. Com a experiência de quem lapidou Alcaraz desde muito cedo, Ferrero poderia acelerar a curva de aprendizado e dar lastro competitivo a um compatriota que tenta se firmar no topo.
Holger Rune seria um desafio diferente. O dinamarquês já figurou no top 10 e mostrou que pode encarar os principais nomes, mas viu a carreira sofrer um baque com a rotura do tendão de Aquiles e a longa parada. O retorno à rotina de torneios exige reconstrução de confiança e de estrutura de jogo, tarefas nas quais um técnico acostumado a guiar jovens talentosos e a navegar as pressões do alto nível pode fazer a diferença.
Félix Auger-Aliassime aparece como outra alternativa para um salto específico: transformar presença constante entre os melhores em protagonismo nos grandes palcos. Consolidado no top 10 ao longo da carreira e calejado em torneios grandes, o canadense ainda busca destravar o rendimento nos Slams.
Ferrero conhece o caminho para levar talentos de elite a resultados nos momentos decisivos e poderia oferecer ajustes de rota e novos gatilhos competitivos.
Já Daniil Medvedev surge como um caso de reencaixe. Ex-número 1 do mundo, campeão do US Open de 2021 e finalista de cinco Slams, o russo procura treinador e tenta reencontrar a consistência que o levou ao topo.
O desafio, aqui, seria resgatar agressividade e confiança sem mexer nas características que fazem de Medvedev um adversário tão desconfortável.
Há ainda a hipótese que seria mais surpreendente: uma estrela da WTA. Um jornalista norte-americano antecipou que uma “bomba” deve estourar no circuito feminino nos próximos dias, o que alimenta a possibilidade de uma guinada de Ferrero para treinar uma jogadora.
Não seria um salto no escuro: a academia do espanhol já conviveu com nomes relevantes do tênis feminino ao longo dos anos, o que torna a transição menos improvável do que parece.
