Fonseca desiste da gira asiática e já soma nove torneios perdidos no ano

Depois de ficar fora do US Open, João Fonseca também não vai disputar a gira asiática deste ano. O número 28 do mundo anunciou nesta segunda-feira que está fora do ATP 500 de Tóquio e do Masters 1000 de Xangai, torneios que marcariam sua estreia nessa sequência do calendário.
A decisão foi tomada por conta de um problema no abdômen que o brasileiro sofreu às vésperas do US Open e marca mais um revés para Fonseca numa temporada marcada por lesões e desistências.
O torneio de Tóquio começa em 30 de setembro, enquanto Xangai está programado para o começo de outubro. Com a nova baixa, o carioca chega a nove torneios perdidos na temporada por lesão, em um ano que o próprio jogador classificou como dos mais desafiadores da carreira.
Além do US Open, Fonseca desistiu dos ATPs 250 de Brisbane e Adelaide, na Austrália; do confronto Brasil contra Canadá na Copa Davis, em fevereiro; do ATP 500 de Hamburgo, na Alemanha; do ATP 250 de Eastbourne, no Reino Unido; do Masters 1000 de Cincinnati; e agora de Tóquio e Xangai.
Em mensagem publicada nas redes sociais, Fonseca explicou que, apesar do esforço para voltar e defender o Brasil na Copa Davis, ainda precisa de mais tempo para se recuperar plenamente. Segundo ele, a opção de não viajar para a Ásia foi definida em conjunto com sua equipe, priorizando a recuperação física e mental.
O jovem de 19 anos vem lidando com dores na região abdominal. Mesmo assim, atuou na Copa Davis contra a Suíça e venceu Dominic Stricker em três sets, resultado importante para o time brasileiro. Agora, o foco é interromper a sequência de problemas físicos antes de retomar a rotina no circuito.
Leia abaixo a íntegra do comunicado:
“Oi, pessoal. Queria compartilhar uma coisa com vocês.
2026 tem sido um ano muito desafiador para mim. Além de tudo o que a profissão exige, foram muitas lesões que acabaram me tirando de torneios importantes e me impedindo de jogar da maneira que eu gostaria.
Sei que a vida de atleta tem dessas coisas, mas, ainda assim, não deixa de ser frustrante. Fiz um esforço grande pra retornar e defender o Brasil na Copa Davis, mas ainda preciso de mais tempo.
Conversei muito com o meu time e chegamos à conclusão de que o melhor caminho, neste momento, é respeitar os sinais, dar um tempo para o meu corpo e para a minha cabeça, e não seguir para os torneios da Ásia.
Muito obrigado pela torcida e pelo apoio de todo mundo. Nos vemos em breve!”
