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Tenistas

Zverev mira número 1 e manda aviso a Sinner: ‘Estou muito motivado’

Por Redação Brasil Tênis •

Alexander Zverev deixou claro qual é sua meta para o fim da temporada: brigar pelo topo do ranking ATP. O alemão, que desembarcou na China depois da Laver Cup, se disse altamente motivo e mirou diretamente Jannik Sinner, atual número 1 do mundo.

As declarações foram dadas depois de sua estreia no ATP 500 de Pequim, onde ele derrotou o britânico Cameron Norrie.

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“Houve anos em que eu chegava à China cansado e já não tinha realmente essa motivação porque, por exemplo, eu era o terceiro ou quarto na Corrida, já estava classificado para Turim e, de certa forma, não estava lutando por nada específico. Agora me sinto muito motivado. Tenho objetivos. Tenho motivações que me permitem seguir em frente e me manter fresco mentalmente,” disse ele.

Na entrevista, Zverev também abordou a dificuldade tradicional da gira asiática no fim do ano e apontou a cabeça como fator decisivo para render bem neste período. “Estamos na China, em outro continente. A maioria de nós é da Europa, dos Estados Unidos ou da América do Sul. Fazer essa viagem no fim da temporada é muito, muito difícil. Acho que os jogadores que costumam ir bem aqui normalmente têm algo pelo que lutar, algum tipo de motivação. Para mim, o cansaço começa primeiro na mente,” disse o alemão.

O número 2 do mundo comentou ainda sobre um tema quente no circuito hoje: a ideia de reduzir os Grand Slams para melhor de três sets. “Quem quer fazer isso? Acho que vencer um Grand Slam é uma das coisas mais difíceis do esporte justamente porque jogamos em melhor de cinco. Se não fosse assim, poderíamos simplesmente jogar mais Masters 1000 e adicionar mais quatro torneios desse tipo no ano,” afirmou.

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Para Zverev, a tradição e a exigência física dos grandes torneios são parte essencial do tênis. “Um Grand Slam é diferente porque é em melhor de cinco. É história. Faz parte do que fazemos e também do motivo pelo qual nos preparamos fisicamente desse jeito. Também não concordo com essa conversa sobre capacidade de atenção e afins, porque o Australian Open registrou recordes este ano e o US Open também teve números recordes. Não compro muito esse argumento porque acho que o tênis está crescendo.”

Em tom bem-humorado, ele fez até uma menção a Novak Djokovic. “Não conheço nenhum jogador que queira disputar os Grand Slams em melhor de três. Sim, talvez o Novak queira agora jogar em melhor de três porque, evidentemente, está ficando um pouco mais velho, mas acho que se você tivesse perguntado a ele há dez ou quinze anos ele provavelmente teria dito que não. Faz parte da história. É o mais difícil de ganhar no nosso esporte porque jogamos em melhor de cinco. Fisicamente, é uma das experiências mais extremas pelas quais você pode passar. Então, não apoio essa mudança, para deixar claro,” disse.

O alemão ainda comentou o formato dos torneios. Ele elogiou os ATP 500 e manifestou saudade da dinâmica antiga dos Masters 1000, antes de se tornarem eventos de duas semanas.

“Acho que os Masters 1000 deveriam ser assim. Antes era assim. Nos Masters 1000 havia oito cabeças de chave com bye e o resto não. Você podia ver jogos incríveis desde a primeira rodada. O número 16 do mundo podia enfrentar o 17. O número 9 podia jogar contra o 18. Era espetacular. Agora você tem que esperar até a terceira rodada, praticamente uma semana, para começar a ver partidas desse nível. O formato dos ATP 500 não mudou e isso me agrada muito. Acho fantástico o formato que temos aqui. Não tenho nada de ruim para dizer,” disse.

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SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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