Zverev mira Djokovic e nº1: “Sei pelo que estou jogando”

Alexander Zverev terá um desafio grande nas quartas de final do ATP 500 de Pequim. Depois de uma vitória tranquila sobre o chinês Jerry Shang, o alemão vai enfrentar Novak Djokovic – e deixou claro que a briga pelo topo do ranking também está em jogo.
Numa entrevista no torneio, Zverev reforçou a motivação para a reta final da temporada, mas manteve o foco no confronto deste domingo. “Não é segredo que esse é um objetivo, claro. Mas aora estou pensando no Djokovic amanhã. Claro, eu sei pelo que estou jogando e estou muito, muito motivado neste momento. Mas, de novo, amanhã tenho um desafio enorme e esse é o meu foco,” disse Zverev.
“É empolgante para mim, sem dúvida. É uma quadra que ele adora e na qual gosta de jogar. Ele ganhou… o quê? 31 partidas seguidas aqui? Mesmo assim, acho que em melhor de três vai ser um dos desafios mais difíceis que você pode ter neste esporte na quadra dura. Ele está jogando muito bem, estou com muita vontade de encarar esse desafio. Estou ansioso por amanhã,” disse.
Zverev também comentou as sensações na vitória sobre Shang, em duelo que aconteceu com o teto fechado. “Parecia uma quadra coberta, e isso foi confortável para mim. Durante um set e meio fiz exatamente isso; depois perdi um pouco a concentração porque o jogo já não era realmente um jogo, mas estou contente com o meu nível,” disse o alemão.
Questionado sobre o desgaste nesta fase do calendário, o alemão minimizou qualquer preocupação com a parte física. “Meu tanque está bem, não estou preocupado com isso. Quando você tem algo pelo que jogar, eu me sinto bem. Sei que consigo me recuperar e jogar um bom tênis, tenho que confiar na minha capacidade,” disse.
Zverev também explicou que a consistência de 2026 passa por mudanças feitas no fim do último ano. “Acho que redefini um pouco meu tênis no fim do ano passado. Sentei com a minha equipe e dissemos que este ano jogaríamos um tênis diferente, e tem funcionado bem. No começo perdemos algumas partidas que não deveríamos, mas sabíamos que era o preço a pagar. Estou feliz por termos dado esse passo,” disse.
Em um olhar mais amplo sobre o circuito, o alemão avaliou a evolução do esporte. “Tudo evolui. A tecnologia no tênis é muito importante. Hoje o jogo é muito mais potente e mais rápido; dez anos atrás era muito mais tático. Agora sinto que tem muito mais a ver com a potência. Quem bate melhor de direita e de backhand vai ganhar a maioria das partidas,” disse.
