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Tenistas

Djokovic após virar sobre Zverev: “Ainda posso ganhar dos melhores”

Por Redação Brasil Tênis •

Depois de vencer Alexander Zverev de virada nas quartas do ATP 500 de Pequim, Novak Djokovic colocou a atuação entre as melhores de sua temporada e afirmou que ainda está pronto para encarar – e vencer – os principais nomes do circuito.

“Provavelmente este foi um dos dois melhores jogos que fiz no ano, junto com a semifinal do Australian Open contra o Sinner. Estou muito feliz por ter conseguido ganhar de quem, hoje, provavelmente é o melhor jogador do mundo,” disse Djokovic depois da partida.

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Depois de meses irregulares e problemas físicos, Djokovic celebrou não só o resultado, mas a forma como venceu. Ele detalhou a estratégia que o levou a quebrar o saque de Zverev no momento decisivo de cada set da virada.

“As chances contra ele são raras, e quando aparecem você tem que agarrar. Acho que foi exatamente o que fiz. Em 5/4 no segundo set e em 5/4 no terceiro, quando tive a oportunidade de quebrar, joguei bem os pontos, fui corajoso e aproveitei as minhas opções. Isso bastou para ganhar o jogo,” disse o sérvio.

Para superar o alemão, Djokovic apostou no serviço, no primeiro golpe e em subidas frequentes à rede. “Claro que muita coisa teve que acontecer antes para chegar a esses momentos. Destaco principalmente meu saque e o primeiro golpe após o serviço, que funcionaram muito bem nesta noite. Procurei aproveitar cada bola curta para ir à rede, pressioná-lo, variar e ser agressivo. Em alguns momentos foi um tênis de muito risco, mas eu precisava fazer isso. Caso contrário, teria sido muito difícil vencer,” disse.

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Ao comentar o momento do rival, Djokovic não economizou elogios. Ele disse que Zverev vem numa sequência incrível, “jogando num nível espetacular, especialmente nos últimos meses com a vitória no US Open.”

“Ele sempre foi um jogador de elite. Sabíamos que era questão de tempo até conquistar o primeiro Grand Slam. Ele fez isso este ano – e não só um, mas dois na mesma temporada. Com a confiança que tem agora, o grande saque e a pressão que impõe, é extremamente complicado enfrentá-lo. Quando está tão sólido, preciso e potente no serviço, ele te obriga a disputar cada game de saque no limite,” disse.

O número de horas em quadra nos últimos compromissos também foi tema na coletiva, agora com um tom de alívio. Djokovic disse que há alguns dias ele se sentia fisicamente bem e que também se sentiu assim no jogo contra Zverev.

“Os meus dois últimos jogos duraram quase três horas cada um, com finais bem tarde, mas estou me sentindo bem. Sinceramente, não poderia receber notícia melhor, porque isso não foi assim em boa parte do ano. Agora só penso no jogo de amanhã e no meu próximo adversário. A vitória desta noite foi fantástica, mas o torneio ainda não acabou,” disse Djokovic.

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As vitórias grandes, segundo o sérvio, são o combustível para seguir competindo nesse nível. “Este tipo de partida é a minha maior motivação para continuar competindo e me cobrando nos treinos, dia após dia, para chegar a este nível. São esses momentos que me lembram por que sigo fazendo tudo isso: para estar pronto para encarar os melhores do mundo nos palcos mais importantes e poder vencê-los,” disse.

Questionado sobre o que o triunfo representa, Djokovic foi direto. “Para mim é uma prova, uma confirmação, de que ainda posso ganhar dos melhores jogadores do mundo nos grandes torneios. Sempre soube disso. Sempre acreditei. Obviamente, as coisas agora são um pouco diferentes. É difícil manter o nível máximo de forma constante como fazem os mais jovens,” disse.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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