Ex-número 1 do mundo sai em defesa de Zverev – e destaca sua consistência

Kim Clijsters – ex-número 1 do mundo – saiu em defesa de Alexander Zverev em meio às críticas ao alemão, que vai encerrar a temporada como número 1 do mundo após Jannik Sinner anunciar que está fora do restante do ano por lesão no joelho direito.
Para a ex-líder do ranking WTA, o desfecho premia a regularidade de Zverev e sua capacidade de se manter saudável ao longo de 2026 – algo cada vez mais raro num circuito marcado por diversas lesões.
Nas últimas semanas, Zverev foi alvo de quem atribui sua liderança às ausências de Sinner e também de Carlos Alcaraz, que conviveu com um problema no punho que o tirou das quadras por quatro meses. Clijsters, porém, valorizou o que o alemão entregou em quadra.
“Eu também não esperava [que ele virasse número 1], mas isso mostra que no tênis a constância é essencial. Não só no tênis, também na saúde. Se olharmos para o que fizeram Nadal, Federer e Djokovic, e o que Novak ainda faz, a capacidade de se manter saudável por tanto tempo… Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, que lida há um tempo com a lesão no punho, estão enfrentando problemas mais sérios no começo de carreira, antes do que acho que tiveram Roger e Rafa,” disse ela, no podcast Love All.
Mesmo reconhecendo que o desempenho de Zverev contra top 10 ficou aquém em 2026 e que seus dois títulos de Grand Slam vieram em finais contra rivais do top 20, a belga destacou a evolução do jogo do alemão e o fator consistência como diferencial na corrida pelo topo.
“Vai ser muito interessante observar a intensidade do jogo, a exigência física para disputar partidas e ralis longos, e como isso impacta seus corpos. Faz parte do esporte, mas ele foi o jogador mais constante em quadra, e também em termos de saúde, então não há dúvida de que merece terminar o ano como líder do ranking ATP,” afirmou.
Clijsters também lembrou de quando viveu situação semelhante ao alcançar o número 1 pela primeira vez, em 2004, antes de levantar um Slam, e de como precisou lidar com questionamentos sobre mérito.
“Talvez eu esteja lembrando da época em que me tornei número um pela primeira vez; acho que foi em 2004, quando venci Lindsay Davenport em Los Angeles, e eu não tinha ganhado um Grand Slam, então por muito tempo eu tinha que dizer à imprensa, ou me perguntavam: Você acha que é boa o suficiente? Você acha que merece ser a número um? Você não ganhou um Grand Slam,” disse.
