João Fonseca terá tombo no ranking já na próxima atualização. Entenda os cenários

João Fonseca deve sair do top 40 do ranking ATP ja na próxima atualização do ranking mundial. Ao encerrar a temporada por causa de uma lesão no abdômen sofrida em Cincinnati, o brasileiro não defenderá o título do ATP 500 de Basileia e perderá 500 pontos.
Daqui a oito dias, quando a ATP divulgar a nova lista, a projeção é que ele apareça entre 41º e 43º, dependendo do resultado de outros jogadores, no seu pior posto em 12 meses.
O corte dos pontos de Basileia reduzirá o total do carioca para 1.250. Será a menor posição desde o período que antecedeu a campanha histórica na Suíça, quando ele ocupava o 46º lugar. O título de 26 de outubro do ano passado impulsionou Fonseca ao 28º e, na sequência, ao 24º, seu melhor ranking.
O baque atual começou a ser desenhado em agosto, com a lesão abdominal na terceira rodada de Cincinnati. Desde então, ele desistiu do US Open e da gira asiática, que teria Tóquio e Xangai. Voltou às quadras apenas na Copa Davis, no Rio de Janeiro, em 14 de setembro, diante da Suíça.
No recorte da temporada, Fonseca viveu altos e baixos. Sem condições de jogar o Australian Open por um problema lombar e com queda precoce na defesa do título de Buenos Aires, fechou março no 40º lugar. Reagiu no saibro europeu com quartas de final em Monte Carlo e Munique. O pico veio em Roland Garros: vitórias sobre Novak Djokovic e Casper Ruud e presença nas quartas, saindo de Paris como 25º do mundo.
Ele se manteve no top 30 com duas vitórias em Wimbledon e outras duas em Montréal. A interrupção forçada em Cincinnati, porém, mudou o rumo do ano. Além de Basileia, Fonseca não jogará o Masters de Paris e ainda perderá mais 50 pontos. A conta final deve ser de 1.200, suficiente para terminar a temporada por volta do 45º lugar.
No ranking em tempo real, Fonseca aparece em 29º, mas a tendência é não fechar o ano no top 40. Na Corrida da ATP, que soma apenas os pontos conquistados desde janeiro, ele é o 39º e, sem competir até novembro, deve ser ultrapassado por adversários diretos. A saída do top 40 deve se confirmar ao fim de Basileia, quando os 500 pontos caem da classificação.
Há ainda uma exibição marcada contra Carlos Alcaraz em 12 de dezembro, com presença incerta. Pensando no início de 2027, mesmo que dispute um ATP 250 na primeira semana de janeiro, a projeção indica que ele dificilmente será cabeça de chave no Australian Open: com eventuais 1.450 pontos, ficaria em torno do 35º lugar.
O alento para o torcedor brasileiro está no calendário de defesa de pontos. Até o Rio Open de 2027, Fonseca tem apenas 10 pontos a proteger, cenário que abre espaço para uma recuperação rápida do ranking assim que voltar a competir em sequência.
