“Perder a cabeça com um gandula é indesculpável,” diz Gilbert sobre Jódar

O episódio envolvendo Rafael Jódar e um gandula no Masters 1000 de Xangai voltou ao centro do debate. Em mesa do Tennis Channel, Brad Gilbert e Andrea Petkovic analisaram a atitude do espanhol e os limites do comportamento em quadra.
Provocados pela pergunta sobre se Jódar virou “vilão” do circuito, os comentaristas concordaram que a cena em Xangai não tem defesa. Ao mesmo tempo, apontaram fatores que ajudam a entender o contexto do jovem de 19 anos, que subiu muito rápido do circuito Challenger para a vitrine da ATP.
Gilbert foi direto ao ponto. “Perder a cabeça com um gandula é indesculpável,” disse ele. Para o ex-treinador, a gravidade aumenta porque esses auxiliares, muitas vezes menores de idade, estão em situação vulnerável. Ele comparou que é mais aceitável ver discussões com o juiz de cadeira do que explosões dirigidas a quem está ali para ajudar.
O americano lembrou que a irritação de Jódar começou por causa da toalha e terminou com a frustração descarregada no garoto. Na visão dele, isso precisa ficar fora do padrão aceitável no circuito e servir de aprendizado imediato. Gilbert destacou ainda que o espanhol já pediu desculpas e que o importante é não repetir o comportamento.
Petkovic trouxe um contraponto de contexto. “Ele tem 19 anos e foi jogado no meio desse circo,” disse Andrea Petkovic, ao pontuar a mudança brusca de rotina do espanhol em menos de um ano. A alemã também citou um vídeo de Roland Garros, quando imagens iniciais pareciam mostrar Jódar empurrando uma gandula, mas um outro ângulo acabou esclarecendo que não houve o contato que se imaginou à primeira vista.
Mesmo com o apelo ao contexto, Petkovic concordou que a conduta em Xangai não pode ser normalizada. O recado, para ambos, é que Jódar precisa transformar o episódio em ponto de virada no comportamento, sem deixar que o barulho fora da bola atrapalhe o que está conquistando dentro de quadra.
Na parte esportiva, Gilbert elogiou a temporada do espanhol e seu potencial para alcançar a elite. O comentarista sugeriu que a presença de um treinador mais experiente no time poderia acelerar a curva de amadurecimento, especialmente para lidar com a pressão e com situações-limite que aparecem nos grandes palcos.
