Roger Federer diz que não descarta se tornar treinador no futuro

Roger Federer não fecha a porta para um futuro como treinador no circuito. O suíço, dono de 20 títulos de Grand Slam, afirmou que a vida em família e compromissos atuais o afastam dessa possibilidade no curto prazo, mas deixou uma brecha para mais adiante.
“Treinar agora, não — simplesmente porque estou muito ocupado e as crianças precisam de toda a minha atenção. Além disso, tenho muitos projetos. Aproveito muito o meu tempo e a minha vida com a minha esposa, por isso não quero mudar isso por enquanto; mas nunca diga nunca”, disse o suíço campeão de 20 Grand Slams.
Desde que se despediu das quadras em setembro de 2022, Federer tem feito aparições pontuais em eventos, com presença constante na Laver Cup. Nesse cenário, ele enxerga um caminho mais natural fora da rotina intensa do dia a dia com um jogador.
“Imagino que, com a Laver Cup no horizonte, o papel de capitão é algo que eu definitivamente poderia considerar”, disse Federer no início deste ano.
Ao falar sobre formação de jovens, Federer destacou a importância de paciência de técnicos e pais. Ele resgatou sua própria trajetória para reforçar que a evolução nem sempre é imediata.
“Um garoto de 10, 12 ou 14 anos ainda tem muito tempo. Na Suíça, conquistei títulos nacionais nas categorias sub-12, sub-14 e sub-16, mas não avancei em nível internacional até os 16 ou 17 anos. Às vezes, o desenvolvimento acontece mais tarde, e os treinadores e os pais precisam ser pacientes.”
O suíço também citou a parceria com Stefan Edberg como exemplo do que significa se envolver de fato no circuito. Segundo Federer, o sueco não planejava ser treinador, mas mergulhou no projeto por dois anos.
“Stefan Edberg nunca pensou que seria treinador e, de repente, viu-se imerso no meu mundo durante dois anos. Foi uma experiência maravilhosa.”
Para ele, a decisão de treinar alguém exige presença constante, especialmente em períodos de adversidade, como resultados abaixo do esperado em Grand Slams.
“Mas, depois de um ano, ele me disse: ‘Roger, ainda me resta mais um ano’. Por isso, acredito que, se você volta ao circuito e quer causar um impacto em um jogador, provavelmente precisa dedicar pelo menos 20 ou 25 semanas a ele. É preciso estar preparado para o caso de — sabe como é — os Grand Slams ou alguns torneios não correrem como o esperado; assim, você consegue ajudar o jogador da melhor maneira possível. Portanto, sinto que há um ‘talvez’ bem grande aí — sejamos honestos.”
