Zverev dispara contra a ATP: “O tênis está indo na direção errada”

Alexander Zverev elevou o tom contra as instituições do tênis, fazendo uma de suas críticas mais duras as decisões e estratégias da ATP.
Atual número 1 do mundo, o alemão criticou duramente o calendário, afirmou que o circuito “está indo na direção errada” e defendeu um corte imediato na duração da temporada.
Em meio às discussões sobre mudanças previstas a partir de 2028, ele também avisou que não disputará a United Cup.
Para Zverev, a solução passa por reduzir o volume de semanas oficiais e devolver tempo de recuperação aos atletas. “Acho que a solução é relativamente simples. Já disse muitas vezes: deveríamos encurtar a temporada em duas ou três semanas para ter mais tempo para o corpo descansar e recuperar as forças,” disse o alemão.
O número 1 citou o fim de ano apertado como exemplo do que considera um exagero competitivo. “Ontem já destaquei: sou alguém que gosta muito do trabalho físico e de treinar forte. Mas, neste ano, se eu jogar a Copa Davis, estaremos competindo praticamente até dezembro. E, se eu tivesse disputado a United Cup, teria que fazer meu primeiro jogo no fim de dezembro,” disse Zverev.
Na sequência, deixou clara sua decisão: “Não vou jogar a United Cup porque, simplesmente, é impossível para mim. Se eu sair de férias, não posso voar direto de lá para a Austrália. Chega um momento em que tudo isso deixa de fazer sentido,” afirmou.
Segundo ele, o assunto não é novo no vestiário, mas a insatisfação começa a ganhar corpo. “Digo a mesma coisa há dez anos e nada muda. Porém, acho que agora os jogadores estão começando a falar mais sobre isso e a expressar seu descontentamento. Penso que cada vez mais vozes serão ouvidas a esse respeito,” disse. “Na minha opinião, infelizmente, as coisas estão evoluindo na direção errada para nós,” completou.
Entre um torneio e outro, as madrugadas também entraram no debate. O alemão relatou que precisou adaptar o sono por conta de partidas que terminam muito tarde.
“A verdade é que isso virou algo relativamente comum para mim neste ano, porque joguei muitas partidas à noite, algumas terminando bem tarde. Meu corpo se acostumou um pouco a essa rotina,” disse. “Por sorte, também tenho a capacidade e a sorte de dormir muitas horas. Se eu vou para a cama às quatro da manhã, consigo dormir até mais tarde e ainda assim ter minhas nove horas de descanso. Por isso, hoje me senti muito bem em quadra. Acho que joguei uma boa partida, bem limpa, e amanhã quero manter esse nível,” afirmou.
