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Tenistas

Associação fundada por Djokovic processa ATP, WTA e ITF

Por Redação Brasil Tênis •

Os tenistas profissionais decidiram sair do diálogo e partir para a porrada contra o que consideram condições injustas de remuneração e trabalho. 

A PTPA — a Associação de Jogadores Profissionais de Tênis fundada por Novak Djokovic e que representa jogadores do top 500 dos rankings ATP e WTA — entrou com diversas ações judiciais contra os principais órgãos reguladores do tênis. 

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Os processos miram a Federação Internacional de Tênis (ITF), a Associação de Tenistas Profissionais (ATP), e a Associação Feminina de Tenistas (WTA), dentre outros.

Num comunicado enviado à imprensa, a PTPA usou termos como “cartel”, “sistema corrupto, ilegal e abusivo” e “monopólio” para descrever o trabalho dessas órgãos, que são responsáveis por organizar os rankings dos tenistas e os principais torneios do circuito. 

As ações foram impetradas pelo escritório Weil, Gotshal & Manges nos Estados Unidos, Reino Unido e na União Europeia. 

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“O tênis está quebrado. Por trás do verniz glamoroso que os réus promovem, os jogadores estão presos em um sistema injusto que explora seu talento, suprime seus ganhos e coloca em risco sua saúde e segurança,” disse o diretor executivo da PTPA, Ahmad Nassar.

Segundo ele, a PTPA já tentou reformar o sistema por meio do diálogo, mas esse caminho não funcionou. 

“Os órgãos governamentais não nos deixam outra escolha a não ser buscar responsabilização por meio dos tribunais. Corrigir essas falhas sistêmicas não é sobre interromper o tênis — é sobre salvá-lo para as gerações de jogadores e fãs que virão.”

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O cerne da discussão está na remuneração dos tenistas.

A acusação da PTPA diz que “acordos e arranjos para suprimir a competição entre os torneios” impedem que os jogadores recebam uma parcela maior dos ganhos. “Essas restrições ilegais permitem que o cartel pague uma compensação artificialmente baixa a jogadores de tênis profissionais”, diz a acusação. 

A PTPA usa o exemplo do US Open, que faturou US$ 12,8 milhões com a venda de um único coquetel no ano passado — mais do que pagou aos dois campeões de simples juntos. 

Além da questão financeira, a PTPA critica a forma como o ranking e o calendário do circuito funcionam. Segundo a entidade, o sistema de ranking impede que os jogadores participem de outros eventos que poderiam existir num “mercado livre” e os obriga a competir apenas nos torneios da ATP, WTA e ITF. 

Já o calendário não deixa espaço para os jogadores descansarem e se recuperarem, segundo a PTPA. 

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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