Carlos Alcaraz: “Não estou nem perto de me sentar à mesa do Big 3”

Carlos Alcaraz deu uma lição de humildade hoje. O espanhol — que com apenas 22 anos já venceu 6 Grand Slams — disse que ainda não está nem perto de poder se sentar à mesa do Big 3, o nome dado ao trio formado por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic.

Os três tenistas venceram 20, 22 e 24 títulos de Grand Slam, respectivamente.

A declaração de Alcaraz foi dada numa longa entrevista ao jornal espanhol MARCA, onde o tenista falou de seu maior rival, o italiano Jannik Sinner, e de seus próximos desafios. 

Questionado se ele acha que estamos vivendo a era ‘Alcaraz-Sinner’ no circuito, o espanhol lembrou que Djokovic continua jogando. “Os anos vão passando, mas Djokovic ainda está aí; é o número quatro do mundo e fez semifinal em todos os Grand Slams,” disse ele. 

“Ele tem o nível e a motivação — porque o físico permite — para continuar competindo e se mantendo no mais alto nível. É verdade que, nos últimos anos, tanto Jannik quanto eu somos os que temos estado mais presentes, junto com outros. Mas, em destaque, nós dois. Pode ser que estejamos passando para outra geração.”

Na entrevista, Alcaraz também comentou sobre a declaração de Nicolas Mahut, que disse que Sinner está obcecado pelo espanhol. Alcaraz disse que ele também está pelo italiano.

“Acho que ambos estamos. Ele perdeu dois ou três jogos nos últimos dois anos, e a grande maioria foi contra mim. Jannik precisa observar e pensar no que deve melhorar para vencer o jogador que ele não conseguiu derrotar mais vezes. É lógico e normal. Eu, sim, perdi para mais jogadores, mas meu pensamento é tentar melhorar e fazer as coisas para que, na próxima vez que nos enfrentarmos, eu seja um jogador muito melhor.”

O número 1 do mundo também deu seu pitaco sobre um tema polêmico: a declaração recente de Toni Nadal, tio e ex-treinador de Nadal, de que o problema do tênis é que as bolas vão muito rápidas, e que para resolver isso uma saída seria mudar as raquetes, para raquetes menores. 

Para Alcaraz, isso seria dar um passo atrás. “O tênis começou com raquetes de madeira, passou para raquetes de metal, de alumínio e agora temos outro tipo de raquetes que permitem gerar mais efeitos. Antes se jogava mais plano, mais slices, sem tanta velocidade. Com o passar dos anos, na época do Rafa já se jogava com mais velocidade do que antes, e agora ainda mais,” disse ele.

“Não podemos ir contra a evolução. Temos que estar fisicamente preparados para a velocidade em que o jogo está sendo disputado. Eu diria que não compro essa ideia.”


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