Tsitsipas pensou em desistir do tênis após US Open. “Fiquei 2 dias sem andar”

Stefanos Tsitsipas disse hoje que pensou em desistir do tênis depois do US Open, quando ele sofreu uma lesão nas costas que o deixou dois dias sem conseguir andar.

“Passei seis ou oito meses em que minha maior preocupação, ao entrar em quadra para competir, era saber se conseguiria terminar a partida e, em caso de vitória, se estaria preparado para jogar o encontro seguinte,” disse o grego numa coletiva na United Cup, que começa hoje na Austrália. 

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“Fiquei muito assustado depois do US Open, porque passei dois dias sem conseguir andar. Isso me fez repensar meu futuro. Consultei um dos médicos do esporte mais prestigiados do mundo e apenas desejo que as boas sensações que tenho continuem assim.”

Tsitsipas disse que nos últimos quatro torneios da temporada passada ele mal conseguia ficar de pé e que ele teve que encontrar uma solução para se recuperar.

“Tomei todas as medidas imagináveis e necessárias para isso, e é uma grande satisfação para mim poder dizer que concluí a pré-temporada sem dor nem incômodos. Só espero que isso se mantenha durante todo o ano,” disse ele.

O grego, que já foi top 3 do mundo e hoje é o 36 do ranking ATP, disse também que muitas coisas passaram por sua cabeça ao se ver “tão gravemente lesionado e em um estado de forma física e mental tão ruim e sombrio durante tanto tempo.”

“Foi impossível não pensar no que seria da minha vida no futuro se continuasse assim. Houve momentos em que eu me perguntava por que estava fazendo isso, que necessidade eu tinha de sentir tanta dor.”

Ele disse que prefere deixar o tênis se não puder desfrutá-lo sem dores. 

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“Quero ser feliz. Suponho que, se não puder competir, terei que parar, mas meu sonho seria continuar competindo por mais dez anos. O tênis me deu tudo, seria duríssimo ter que abandoná-lo.”

Na entrevista, o grego comentou ainda sobre o retorno de seu pai como treinador, depois dos dois terem se separado por um breve período.

Segundo ele, por enquanto tudo vai bem, e não há qualquer queixa. 

“Ele está se comunicando muito melhor comigo do que antes. Não é simples trabalhar com familiares e, por isso, também incorporei uma pessoa externa para nos ajudar na nossa relação. É fundamental sermos fiéis e honestos conosco mesmos,” disse Tsitsipas.

“Os problemas que tivemos vieram da forte personalidade que ambos temos e da necessidade de expressar nossas opiniões. Estamos gerindo melhor as coisas, tivemos mal-entendidos e assumo meus erros, com bobagens que não deveria ter feito.”


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